O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou que a Rússia voltou a lançar o míssil na região de Kyiv, no âmbito de uma ofensiva noturna de grande escala que incluiu dezenas de mísseis e centenas de drones.
O Ministério da Defesa russo confirmou posteriormente o lançamento, justificando-o como resposta a ataques ucranianos contra “alvos civis”, uma acusação que Kiev nega categoricamente. A escalada reacendeu o debate sobre a intensidade do conflito e os limites da guerra em curso.
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Anuncie aqui!A utilização do Oreshnik gerou forte reação de líderes europeus, com o chanceler alemão Friedrich Merz a classificar o ataque como uma “escalada irresponsável” e a reafirmar o apoio da Alemanha à Ucrânia.
O presidente francês Emmanuel Macron condenou igualmente os ataques, alertando para o impacto do uso de um míssil com capacidade nuclear num contexto já marcado por forte instabilidade militar. Segundo Macron, o conflito demonstra um impasse estratégico por parte da Rússia.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, descreveu os ataques como prova da “brutalidade do Kremlin”, enquanto a chefe da diplomacia europeia Kaja Kallas classificou a ofensiva como atos “abomináveis de terror” contra civis.
Kallas alertou ainda para o que chamou de “chantagem nuclear imprudente”, defendendo o reforço imediato das defesas aéreas da Ucrânia e a intensificação da pressão diplomática sobre Moscovo.

O Oreshnik é descrito pela Rússia como um míssil balístico intermédio capaz de atingir distâncias entre 3.000 e 5.500 quilómetros, colocando várias regiões da Europa dentro do seu alcance potencial.
Segundo autoridades russas, o sistema poderá ser capaz de transportar múltiplas ogivas e atingir velocidades hipersónicas, dificultando a sua interceção pelos sistemas de defesa modernos. Moscovo afirma ainda que o míssil representa uma nova geração de armamento estratégico.
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Anuncie aqui!O sistema terá sido utilizado pela primeira vez em 2024, num ataque à cidade ucraniana de Dnipro, tornando-se desde então um dos armamentos mais monitorizados pelos serviços de defesa ocidentais.
Especialistas militares indicam que o Oreshnik poderá ter sido desenvolvido a partir de plataformas experimentais de mísseis de longo alcance, embora a sua configuração exata permaneça pouco clara fora dos círculos militares russos.
Segundo a força aérea ucraniana, a Rússia lançou cerca de 90 mísseis e centenas de drones numa ofensiva coordenada, com várias infraestruturas atingidas apesar de muitas interceções bem-sucedidas.
Entre os danos reportados está a destruição parcial de um estúdio da emissora pública alemã ARD, atingido por uma forte onda de choque durante os bombardeamentos. Não houve vítimas, uma vez que o edifício estava vazio no momento do impacto.
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Anuncie aqui!A ofensiva reforça a perceção de que a guerra entrou numa fase de ataques mais intensos e tecnologicamente complexos, com uso simultâneo de mísseis de longo alcance e drones em grande escala.
Analistas alertam que a continuação deste padrão poderá aumentar o risco de erros de cálculo e expandir ainda mais o impacto do conflito para além das fronteiras ucranianas.




