Na encíclica intitulada “Magnifica Humanitas”, um documento de cerca de 130 páginas, o pontífice afirma que a IA não pode ser considerada moralmente neutra e defende a criação de um quadro ético e político global para a sua regulação.
O Papa participou pessoalmente na apresentação do texto, algo considerado inédito, reforçando a importância estratégica da mensagem transmitida pelo Vaticano.
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Anuncie aqui!Leão XIV sublinha que a inteligência artificial já faz parte do quotidiano humano e que não basta regulá-la, sendo necessário “desarmá-la” para impedir a sua dominação sobre o ser humano.
Segundo o pontífice, a corrida tecnológica impulsionada por interesses económicos e geopolíticos está a concentrar poder nas mãos de poucos atores.
O Papa alerta ainda para o risco de surgimento de “novas formas de escravatura”, associadas à extração de recursos essenciais para a indústria tecnológica, incluindo as chamadas terras raras.
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Anuncie aqui!Ele denuncia também situações de exploração laboral em várias regiões do mundo ligadas à cadeia de produção tecnológica.
Leão XIV reforça a importância da educação como ferramenta essencial para preparar as sociedades para os desafios da inteligência artificial.
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Anuncie aqui!O texto alerta ainda para riscos crescentes como manipulação de imagens, exploração de menores e ciberabuso facilitado por ferramentas de IA.
O Vaticano enquadra este documento como parte da doutrina social da Igreja, no seguimento de outras encíclicas históricas sobre justiça social e transformação económica.
Especialistas consideram que este posicionamento poderá ter impacto semelhante ao da encíclica “Laudato Si’”, que marcou o debate global sobre ambiente e ética.






