O Departamento de Estado norte-americano confirmou que cidadãos dos Estados Unidos envolvidos nas operações de resposta ao surto de Ébola na RDC foram transferidos voluntariamente para um centro de quarentena instalado na base aérea de Laikipia, cerca de 200 quilómetros a norte de Nairobi.
Segundo as autoridades norte-americanas, a medida tem carácter exclusivamente preventivo e destina-se a acompanhar pessoas potencialmente expostas ao vírus antes do seu eventual regresso aos Estados Unidos.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!De acordo com Washington, todos os cidadãos colocados em isolamento encontram-se assintomáticos e, até ao momento, não testaram positivo para o vírus.
Fontes humanitárias indicam que o grupo é composto por sete membros da organização norte-americana Samaritan’s Purse, considerados contactos próximos de um colega infectado pelo vírus. Esse funcionário foi entretanto evacuado através de Nairobi para a Alemanha, onde permanece hospitalizado para receber tratamento especializado.
A confirmação da utilização do centro surge apesar da forte controvérsia que envolveu a sua criação.
O Governo queniano tinha anunciado o estabelecimento da instalação para receber cidadãos norte-americanos potencialmente expostos ao vírus. No entanto, a iniciativa foi suspensa após uma decisão judicial, na sequência de preocupações levantadas por organizações da sociedade civil e por parte da população.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
O Quénia nunca registou casos de transmissão de Ébola e muitos cidadãos manifestaram receio de que a instalação pudesse aumentar o risco de introdução da doença no país.
O próprio ministro da Saúde do Quénia, Aden Duale, afirmou não ter conhecimento da presença dos cidadãos norte-americanos no centro, embora Washington sustente que as autoridades quenianas autorizaram a permanência temporária dos profissionais sob vigilância médica.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!A divergência evidencia a sensibilidade política e diplomática em torno da gestão da crise sanitária, num momento em que os países da região procuram evitar a propagação transfronteiriça do vírus.
A epidemia continua a evoluir rapidamente na República Democrática do Congo, onde organizações internacionais alertam para um número real de infecções superior aos dados oficialmente confirmados.
As dificuldades de acesso às zonas afectadas, a insegurança provocada pelos conflitos armados e a escassez de recursos continuam a dificultar as operações de vigilância epidemiológica, rastreio de contactos e isolamento de novos casos.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
Especialistas consideram que estas medidas permanecem essenciais para conter a propagação do vírus, sobretudo numa fase em que não existe uma vacina amplamente disponível contra a variante Bundibugyo, responsável pelo actual surto.
Enquanto decorrem os esforços internacionais para controlar a epidemia, os Estados Unidos mantêm restrições ao regresso directo de cidadãos provenientes da RDC, privilegiando períodos de observação em países terceiros antes da sua repatriação.
A decisão demonstra o elevado nível de precaução adoptado pelas autoridades sanitárias internacionais perante um surto que continua a representar uma das mais graves emergências de saúde pública em África.







