De acordo com as autoridades de saúde da Faixa de Gaza, o bombardeamento ocorreu durante as exéquias de um homem que tinha perdido a vida num ataque anterior realizado no mesmo dia.
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Além das vítimas registadas em Nuseirat, outros bombardeamentos efectuados em diferentes zonas do enclave provocaram pelo menos mais quatro mortos, incluindo duas mulheres, elevando para 12 o número mínimo de vítimas mortais registadas durante a jornada de sexta-feira.
Os serviços de emergência continuaram as operações de socorro entre edifícios destruídos, enquanto familiares e residentes tentavam retirar sobreviventes dos escombros.
O Hamas condenou o ataque, classificando-o como um “massacre” contra pessoas que participavam numa cerimónia fúnebre.
O movimento apelou aos mediadores internacionais e às Nações Unidas para intensificarem os esforços diplomáticos destinados a travar os bombardeamentos e proteger a população civil.
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Desde o início do conflito, o Hamas acusa Israel de atingir repetidamente zonas residenciais, hospitais, escolas e locais onde se concentram deslocados internos.
Por seu lado, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que o objectivo da operação era uma célula pertencente ao grupo Jihad Islâmica Palestiniana.
O exército israelita reconheceu ter conhecimento de relatos sobre vítimas civis e informou que os resultados da operação estão a ser analisados.
Israel sustenta que os grupos armados palestinianos operam frequentemente em áreas densamente povoadas, acusando-os de utilizar infra-estruturas civis para fins militares, uma alegação rejeitada pelas organizações palestinianas.
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Anuncie aqui!Entretanto, residentes da zona oriental de Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, relataram que drones israelitas difundiram mensagens sonoras ordenando a evacuação imediata de vários bairros.
As advertências levaram numerosas famílias a abandonar novamente as suas casas, num território onde centenas de milhares de pessoas já foram deslocadas repetidamente desde o início da guerra.
A mobilidade constante da população continua a agravar a crise humanitária, dificultando o acesso a alimentos, água potável, medicamentos e abrigo.
Segundo as autoridades sanitárias de Gaza, mais de 1.100 palestinianos morreram desde a entrada em vigor do cessar-fogo estabelecido em outubro, sendo a maioria das vítimas composta por civis.
Do lado israelita, as autoridades comunicaram a morte de seis militares durante o mesmo período.
Embora os números divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza sejam geridos pela administração local controlada pelo Hamas, diversas agências das Nações Unidas e organizações internacionais consideram os registos globalmente consistentes para efeitos humanitários, ainda que não distingam entre civis e combatentes.
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A actual guerra teve início após o ataque do Hamas contra o sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que provocou cerca de 1.200 mortos e o rapto de 251 pessoas, segundo dados israelitas.
Em resposta, Israel lançou uma ampla ofensiva militar na Faixa de Gaza que, de acordo com o Ministério da Saúde do enclave, já provocou mais de 73 mil mortos palestinianos, incluindo as vítimas registadas após o cessar-fogo.
O conflito continua a representar uma das mais graves crises humanitárias da actualidade, com milhões de civis afectados pela destruição de infra-estruturas, deslocações forçadas e escassez de bens essenciais.
Enquanto prosseguem os combates, aumentam também os apelos internacionais para uma solução diplomática capaz de garantir a libertação dos reféns ainda detidos, proteger a população civil e criar condições para um cessar permanente das hostilidades.
Contudo, a sucessão de novos ataques demonstra que a situação permanece extremamente volátil, alimentando receios de que a violência continue a agravar-se e a afastar qualquer perspectiva imediata de estabilização duradoura no Médio Oriente.






