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Venezuela, Balanço das Vítimas Sobe para 1.943 Mortos Após Sismos — ONU e Parceiros Internacionais Lançam Apelo Urgente por Ajuda Humanitária em Grande Escala

Quase uma semana após o duplo sismo que atingiu o Venezuela, o balanço oficial subiu para 1.943 mortos, enquanto a ONU e os parceiros internacionais alertam para uma necessidade urgente de alimentos, abrigos, cuidados médicos e apoio logístico, numa das maiores crises humanitárias recentes no país

O balanço do duplo sismo no Venezuela continua a agravar-se. As autoridades confirmaram 1.943 mortos, contra 1.719 no relatório anterior, enquanto as operações de resgate prosseguem em condições extremamente difíceis.

Segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodriguez, cerca de 6.461 pessoas foram resgatadas desde o início da catástrofe, mas dezenas de milhares continuam desaparecidas.

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As autoridades estimam que cerca de 30.000 pessoas se encontravam na área de La Guaira, a região mais afetada, no momento dos sismos de magnitude 7,2 e 7,5.

Apesar dos esforços de resgate, os sobreviventes enfrentam agora uma situação dramática, marcada pela falta de alimentos, abrigos e serviços essenciais, enquanto a ONU alerta para o risco crescente de epidemias.

Rescue teams race to find survivors after severe earthquakes devastate  Venezuela

Imagens de satélite da NASA indicam que cerca de 58.870 edifícios foram destruídos ou severamente danificados, provocando o colapso de infraestruturas essenciais como eletricidade, água potável e comunicações.

Na região de La Guaira, a escassez de alimentos é generalizada e as tensões entre sobreviventes aumentam à medida que os serviços públicos entram em colapso.

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As agências das Nações Unidas alertam para uma deterioração rápida da situação humanitária. O Programa Alimentar Mundial (PAM) lançou um apelo de emergência de 50 milhões de dólares para apoiar cerca de 500.000 pessoas durante três meses.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) estima ainda a necessidade de cerca de 15 milhões de dólares, principalmente para alojamento temporário de 30.000 pessoas.

Thousands still missing after Venezuela earthquakes as rescue efforts  continue - The Globe and Mail

O sistema de saúde está fortemente afetado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 38 hospitais foram danificados, incluindo vários em estado crítico, limitando drasticamente a capacidade de resposta médica.

As autoridades alertam também para possíveis surtos de doenças como sarampo, difteria e coqueluche, devido à degradação dos sistemas de água e saneamento.

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A comunidade internacional mobilizou-se rapidamente. Segundo a ONU, 27 países enviaram equipas de resgate, totalizando mais de 2.000 socorristas e 160 cães de busca, além de equipamentos especializados.

Os Estados Unidos reforçaram igualmente a sua ajuda humanitária, elevando o apoio para cerca de 300 milhões de dólares, destinados a ONGs e agências internacionais no terreno.

I recognised her ring': identifying Venezuela's dead in a makeshift morgue

No porto de La Guaira, foram improvisadas morgues devido à saturação das infraestruturas hospitalares. Famílias tentam identificar vítimas num cenário de grande dor e colapso logístico.

Venezuelans Displaced by Quakes Sleep in Streets, Plazas and Cars - The New  York Times

Segundo as Nações Unidas, antes mesmo da catástrofe, cerca de 7,9 milhões de pessoas já necessitavam de ajuda humanitária no Venezuela, número que agora aumentou drasticamente.

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Os sobreviventes enfrentam condições extremas em abrigos improvisados, enquanto autoridades e organizações internacionais insistem na necessidade de uma resposta rápida e coordenada para evitar uma crise ainda mais profunda.