Os corpos do casal foram encontrados no rio Levubu, a 22 de maio, na região norte do parque, desencadeando uma investigação de alta prioridade. O caso gerou grande preocupação sobre a segurança em áreas remotas do Kruger National Park, uma das maiores reservas de vida selvagem do continente.
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As autoridades confirmaram que as detenções foram possíveis graças a uma operação coordenada entre o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) de Moçambique, a Kruger National Park Ranger Services e a Wildlife Justice Commission (WJC), uma organização internacional sediada em Haia, nos Países Baixos, especializada no combate ao tráfico de fauna e crime organizado.
O SERNIC, descrito como a unidade de elite da polícia moçambicana responsável por investigações criminais complexas, teve um papel central na localização e captura dos suspeitos. Já os guardas do parque participaram ativamente nas operações de rastreamento na região do norte do Kruger.
Um dos principais avanços ocorreu a 26 de maio, quando a viatura roubada do casal, uma Ford Ranger, foi recuperada em Chókwè, em Moçambique, permitindo avançar para a identificação dos suspeitos.
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Segundo a polícia sul-africana, os dois suspeitos, com idades de 32 e 33 anos, foram posteriormente detidos nas cidades de Chókwè e Xai-Xai, na província de Gaza, após uma operação de busca intensiva iniciada logo após o desaparecimento do casal.
Os corpos de Dina e Ernst Marais foram encontrados a 21 de maio, perto de Crooks Corner, na confluência dos rios Levubu e Limpopo, dentro da área de policiamento de Masisi, no distrito de Vhembe, em Limpopo.
As autoridades confirmaram que ambos os corpos apresentavam múltiplos ferimentos de faca, e que o veículo do casal tinha sido roubado, levando à abertura de processos por homicídio e roubo de viatura.
A investigação destacou a importância da cooperação entre a SANParks, a Polícia Sul-Africana, as autoridades moçambicanas e parceiros internacionais. As autoridades sublinharam que o sucesso da operação demonstra a eficácia da colaboração regional no combate ao crime violento.
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Os suspeitos deverão agora enfrentar um processo de extradição, com o objetivo de serem transferidos para a África do Sul, onde serão julgados. O governo sul-africano já iniciou os procedimentos formais junto das autoridades moçambicanas e dos departamentos de justiça e relações internacionais.
Segundo responsáveis do parque, o caso reforça a necessidade de manter vigilância constante em áreas protegidas, onde a combinação entre turismo, conservação e proximidade de fronteiras internacionais cria desafios adicionais de segurança.
A família das vítimas manifestou algum alívio com as detenções, embora continue em luto pela perda. Representantes oficiais afirmam que o caso representa um passo importante na luta contra o crime organizado na região.
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As autoridades de Limpopo confirmaram que os suspeitos estão ligados diretamente ao crime e enfrentam acusações de duplo homicídio e roubo de viatura, podendo surgir novas acusações à medida que a investigação avança.






