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A guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão entrou no seu 25.º dia

Entre negociações alegadas e ataques militares, a região enfrenta escalada de violência, com impactos globais no petróleo e na segurança

A guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão entrou no seu 25.º dia, enquanto surgem reivindicações contraditórias sobre possíveis negociações de paz, com o presidente americano Donald Trump afirmando que Washington estaria em conversações com Teerão e sugerindo que um acordo mais amplo poderia ser alcançado, mas autoridades iranianas rejeitaram as declarações, acusando os EUA de tentarem ganhar tempo enquanto reforçam a sua presença militar na região, ao mesmo tempo que o líder americano ordenava o adiamento de ataques planeados contra centrais energéticas iranianas por cinco dias, numa manobra estratégica que gerou especulação internacional sobre intenções reais e fragilidades domésticas.

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Em Teerão, oficiais do Irão afirmam que as alegações de Trump são “fake news” e uma “grande mentira”, denunciando uma tentativa de manipulação dos mercados globais de petróleo e finanças, enquanto a Guarda Revolucionária e líderes parlamentares reforçam a narrativa de desafio e resistência, organizando manifestações pró-governo mesmo sob chuva intensa e ameaças de bombardeamento, enquanto líderes de países vizinhos, como o Paquistão, tentam mediar, mantendo contactos com Teerão e prometendo um papel construtivo na promoção da paz, num contexto em que o Estreito de Ormuz continua fechado, com impactos económicos severos para países asiáticos dependentes do petróleo iraniano, incluindo Japão e Coreia do Sul, que enfrentam emergência energética e cancelamentos de viagens diplomáticas para lidar com os efeitos domésticos da crise.

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No Golfo, os países enfrentam intensificação de ataques com mísseis e drones, com o Kuwait a interceptar múltiplos projéteis durante a noite, a Arábia Saudita a defender a sua província oriental, núcleo das suas instalações energéticas, e o Bahrein a emitir alarmes repetidos, enquanto cidadãos e autoridades regionais clamam por diálogo e desescalada, e o Reino Unido envia sistemas de defesa aérea de curto alcance para conter ameaças iranianas, mostrando que o conflito não se limita ao Irão e Israel, mas tem repercussões imediatas na segurança e estabilidade de toda a região, ao mesmo tempo que o Pentágono fecha escritórios de imprensa e emite alertas para embaixadas em países como a Mauritânia, refletindo o aumento da tensão global e a preocupação com ataques terroristas.

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Em Israel, o Irão lançou uma nova série de mísseis contra o norte do país, enquanto falhas em sistemas de interceptação, como o “David’s Sling”, permitiram que projéteis atingissem o sul, causando dezenas de feridos, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou ter contactado Trump para coordenar estratégias que convertam ganhos militares em negociações que protejam os interesses israelitas, enquanto a expansão das operações terrestres e ataques a infraestruturas críticas no Líbano, incluindo a destruição de pontes e instalações em Beirute, dificultam a entrega de ajuda humanitária a mais de um milhão de deslocados, mostrando que os civis são tragicamente apanhados no meio do conflito.

https://conteudo.imguol.com.br/c/noticias/60/2024/04/15/estilingue-de-david-davids-sling-um-dos-sistemas-de-defesa-de-israel-1713195439465_v2_4x3.png

No Iraque e na Síria, ataques a bases e grupos armados apoiados pelo Irão evidenciam que o país se tornou um segundo teatro de guerra, com os Estados Unidos a realizarem operações deliberadas mas calibradas contra líderes alinhados com Teerão, deixando a população local no meio do fogo cruzado, enquanto a Síria relata ataques a bases no nordeste do país, perpetrados a partir do Iraque, mostrando que o conflito se espalha e provoca instabilidade política, económica e social, tornando urgente a mediação internacional e a criação de mecanismos que impeçam escaladas ainda mais catastróficas.

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A guerra tem também impacto global nos mercados de energia, com o bloqueio do Estreito de Ormuz a provocar escassez de petróleo e aumento acentuado de preços, afetando países como a Coreia do Sul, dependente de mais de 70% do petróleo do Médio Oriente, e o Japão, que importa 95% do seu petróleo através do estreito, levando autoridades regionais a classificar a ação iraniana como “terrorismo económico”, enquanto navios permanecem encalhados e a procura global por alternativas energéticas aumenta, refletindo que a escalada militar não é apenas regional, mas coloca em risco a economia mundial e a estabilidade energética global.