Segundo o ministro ganês dos Negócios Estrangeiros, o primeiro voo de evacuação deveria aterrar em Accra ainda esta quarta-feira, transportando aproximadamente 300 cidadãos ganeses.
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Anuncie aqui!No total, cerca de 800 ganeses deverão abandonar voluntariamente a África do Sul através de voos organizados pelo Governo do Gana.
As autoridades ganesas anunciaram igualmente medidas de apoio aos cidadãos repatriados, incluindo assistência financeira para reintegração social e apoio psicossocial.
A decisão surge após o aumento de manifestações anti-imigração e episódios de violência dirigidos contra estrangeiros na chamada “nação arco-íris”.
Uma gravação amplamente partilhada nas redes sociais, mostrando a alegada agressão de Emmanuel Asamoah, cidadão ganês residente na África do Sul, provocou forte indignação pública.
O vídeo tornou-se viral durante os mais recentes episódios de violência xenófoba, aumentando a pressão diplomática entre os dois países.
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Anuncie aqui!As autoridades sul-africanas afirmaram que apenas 10 dos 300 cidadãos evacuados possuíam documentação regular para permanecer legalmente no país.
Segundo Pretória, a maioria dos repatriados teria ultrapassado o período autorizado de permanência em território sul-africano.
Um responsável ganês presente no aeroporto de Joanesburgo confirmou que um novo voo para Accra está previsto para domingo.
O Gana tinha anteriormente convocado o embaixador da África do Sul após denúncias de agressões contra cidadãos ganeses, antes de anunciar oficialmente a operação de evacuação.
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Anuncie aqui!Alguns dos cidadãos repatriados encontravam-se detidos no centro de repatriamento de Lindela, por questões relacionadas com imigração irregular.
A África do Sul permanece há décadas como um dos principais destinos para trabalhadores africanos, tanto em situação regular como irregular, devido ao peso da sua economia no continente.
Com uma taxa de desemprego superior a 30%, a África do Sul enfrenta regularmente surtos de xenofobia e protestos anti-imigração.
Nos últimos dias, alguns grupos anti-migrantes exigiram que cidadãos estrangeiros deixassem o país até 30 de junho, aumentando o clima de medo entre comunidades migrantes.
As recentes tensões reacenderam o debate africano sobre xenofobia, migração e os desafios da integração continental.
O Gana defende que a questão seja discutida de forma mais ampla no âmbito da União Africana, alertando que os ataques recorrentes contra estrangeiros ameaçam os objetivos de integração africana e de livre circulação previstos na Zona de Livre Comércio Continental Africana (Zlecaf).
As autoridades sul-africanas condenaram oficialmente os ataques contra estrangeiros, embora reconheçam preocupações internas relacionadas com imigração clandestina.
O Nigéria também manifestou preocupação com a situação e indicou que poderá avançar igualmente com operações de evacuação de alguns dos seus cidadãos.





