O Gabinete de Ética do Governo dos Estados Unidos (OGE) publicou uma declaração financeira com 927 páginas, documento exigido pela legislação norte-americana para todos os Presidentes desde 1978. O relatório detalha os ativos, investimentos e fontes de rendimento de Donald Trump desde o seu regresso à Casa Branca.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
Entre os valores apresentados, destaca-se uma receita superior a 635 milhões de dólares, associada a um contrato de licenciamento relacionado com a criptomoeda lançada por Trump antes do início do seu segundo mandato presidencial.
Grande parte da riqueza declarada resulta da atividade no mercado das criptomoedas. Além da moeda digital associada ao seu nome, Trump mantém ligações à empresa World Liberty Financial (WLF), criada em 2024 e promovida pelo seu filho juntamente com o enviado especial Steve Witkoff.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
Somando os diferentes rendimentos associados aos projetos ligados ao setor, os ganhos ultrapassam 1,2 mil milhões de dólares, tornando os ativos digitais a principal fonte de crescimento da fortuna do Presidente norte-americano.
Embora as criptomoedas dominem a declaração patrimonial, os negócios tradicionais continuam igualmente a representar receitas significativas. As propriedades ligadas ao golfe geraram mais de 254 milhões de dólares, confirmando que o setor imobiliário e turístico permanece como um dos pilares do império empresarial de Trump.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
Os produtos comerciais associados à sua imagem também continuam a produzir receitas relevantes. Apenas a marca Donald Trump Watches rendeu cerca de 4,7 milhões de dólares, demonstrando que a notoriedade política continua a alimentar o valor comercial da sua marca pessoal.
Segundo estimativas divulgadas este ano, a fortuna pessoal de Donald Trump terá aumentado de cerca de 2,3 mil milhões de dólares, em 2024, para aproximadamente 6,5 mil milhões de dólares em 2026. Este crescimento coincide com a expansão das suas atividades ligadas aos ativos digitais e ao desempenho dos mercados financeiros.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
A evolução do património reacendeu o debate em Washington sobre os potenciais conflitos de interesse envolvendo titulares de cargos públicos que mantêm participações em setores altamente sensíveis às decisões governamentais.
Perante as críticas, Donald Trump rejeitou qualquer irregularidade, afirmando que os seus ativos são geridos por trusts independentes e que não participa diretamente na administração do seu património. O Presidente argumentou ainda que o crescimento da sua fortuna resulta da valorização dos mercados financeiros e dos investimentos realizados pelos gestores responsáveis pelos seus fundos.
Apesar destas garantias, organizações dedicadas à ética pública defendem que a dimensão dos rendimentos obtidos durante o exercício da Presidência deverá continuar a alimentar o escrutínio sobre a separação entre interesses privados e responsabilidades públicas.







