De acordo com fontes citadas pela imprensa norte-americana, Trump terá manifestado grande irritação após Israel anunciar a possibilidade de retomar ataques contra posições do Hezbollah na capital libanesa.
A discussão surgiu num momento particularmente sensível para os esforços diplomáticos dos Estados Unidos no Médio Oriente.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
A reportagem refere que Trump considerou que uma nova ofensiva em Beirute poderia agravar ainda mais o isolamento internacional de Israel e comprometer negociações em curso com o Irão.
Segundo a mesma fonte, o presidente norte-americano classificou a resposta israelita como desproporcional em relação às ações recentes do Hezbollah.
O episódio ocorreu depois de Benjamin Netanyahu ter ordenado preparativos para ataques contra áreas controladas pelo Hezbollah no sul de Beirute, levando milhares de civis a abandonarem temporariamente a região devido aos alertas emitidos pelas forças israelitas.
As autoridades israelitas justificaram a medida como resposta a ataques de drones e foguetes lançados a partir do território libanês.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
A crise ganhou dimensão adicional quando o Irão ameaçou suspender negociações com Washington devido à intensificação das operações militares israelitas no Líbano.
Teerão argumenta que qualquer acordo regional deverá incluir garantias de cessar-fogo em território libanês.
Apesar dos relatos sobre a conversa tensa, Trump descreveu posteriormente o contacto com Netanyahu como “muito produtivo”, afirmando que trabalhou para evitar uma nova escalada militar entre Israel e Hezbollah.
Entretanto, fontes israelitas contestaram parte das informações divulgadas pela Axios, afirmando que não houve ataques pessoais diretos contra Netanyahu durante a conversa.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
A controvérsia surge numa altura em que Netanyahu enfrenta crescente pressão política interna.
O parlamento israelita avançou recentemente com iniciativas que poderão abrir caminho para eleições antecipadas, enquanto o julgamento por corrupção envolvendo o primeiro-ministro continua a gerar debate no país.
Analistas consideram que o episódio evidencia divergências estratégicas entre Washington e Telavive sobre a condução do conflito regional.
Embora os Estados Unidos continuem a ser o principal aliado de Israel, as prioridades diplomáticas da administração Trump parecem cada vez mais centradas na estabilidade regional e na preservação das negociações com o Irão.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
O caso também demonstra a complexidade das relações entre os dois líderes, que ao longo dos anos alternaram momentos de forte proximidade política com períodos de tensão pública.
A evolução das negociações com o Irão e dos confrontos entre Israel e Hezbollah poderá determinar os próximos capítulos desta relação estratégica no Médio Oriente.






