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Estados Unidos impõe novas sanções contra Cuba e aumenta pressão sobre o Governo de Havana

As novas medidas afectam entidades ligadas ao Estado cubano e surgem num momento marcado por apagões, dificuldades económicas e uma nova escalada nas relações entre os dois países.

As sanções surgem poucas semanas depois de uma nova ordem executiva da administração norte-americana que permite congelar activos de pessoas e organizações consideradas apoiantes do Governo cubano, além de reforçar o controlo sobre instituições financeiras que trabalham com entidades da ilha.

Entre as entidades sancionadas estão o Grupo Empresarial de Transporte Marítimo Portuario (GEMAR) e o Grupo Empresarial del Comercio Exterior (GECOMEX), duas empresas estatais cubanas consideradas estratégicas para o funcionamento económico do país.

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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou que empresas e instituições financeiras que mantêm relações comerciais com estas organizações terão até 12 de agosto para encerrar contratos existentes sem ficarem sujeitas às novas penalizações.

Segundo Washington, as medidas procuram limitar recursos financeiros disponíveis para o Governo cubano e aumentar a pressão sobre estruturas económicas consideradas fundamentais para a administração estatal.

Cuban tourism industry flounders as sunseekers look elsewhere | Reuters

A inclusão do Ministério do Turismo cubano representa um novo golpe para um dos sectores mais importantes da economia da ilha.

O turismo tem sido uma das principais fontes de entrada de divisas para Cuba, mas enfrenta dificuldades crescentes devido à redução de visitantes internacionais, às restrições económicas e à falta de investimentos.

As novas sanções poderão afectar empresas estrangeiras e parceiros comerciais que trabalham directamente ou indirectamente com entidades ligadas ao sector turístico cubano.

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A nova ofensiva económica acontece num período de forte pressão interna em Cuba, marcado por uma grave crise energética.

Milhões de cubanos ficaram sem electricidade durante um apagão nacional registado na última semana, o segundo de grande escala em poucos dias e o quarto do ano.

As autoridades cubanas atribuem parte da crise à redução do fornecimento de combustível, enquanto Washington responsabiliza o Governo de Havana pela gestão económica do país.

Cuba's president warns US against attacking island or trying to depose him

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, rejeitou as novas medidas impostas pelos Estados Unidos, classificando-as como um acto de “punição colectiva” contra a população cubana.

Segundo o responsável cubano, o embargo norte-americano continua a provocar graves impactos económicos e sociais na ilha.

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Durante um debate na Assembleia Geral das Nações Unidas, Rodríguez afirmou que as restrições impostas pelos Estados Unidos entre março de 2025 e fevereiro de 2026 causaram cerca de 8 mil milhões de dólares em prejuízos, além dos efeitos provocados pelas limitações ao fornecimento de combustível.

US general meets Cuban military officials at edge of Guantanamo Bay |  Reuters

A administração norte-americana justificou parte das novas medidas com argumentos ligados à segurança nacional.

O embaixador dos Estados Unidos junto das Nações Unidas, Mike Waltz, afirmou que o Governo cubano representa uma “ameaça à segurança nacional” norte-americana.

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O diplomata acusou ainda Rússia e China de recolherem informações sobre bases militares dos Estados Unidos através da região cubana.

As declarações foram rejeitadas por Havana, que considera que Washington utiliza questões de segurança como argumento para manter a pressão económica sobre a ilha.

Cuban ministers reveal details of food, fuel shortages amid economic crisis  | Reuters

A crise energética cubana agravou-se depois da redução das importações de petróleo provenientes da Venezuela, historicamente o principal fornecedor de combustível do país.

O fornecimento mexicano, outra fonte importante de energia para Cuba, também foi reduzido após pressões diplomáticas dos Estados Unidos.

Com menos combustível disponível, o país enfrenta dificuldades no funcionamento da rede eléctrica, transportes e actividades económicas.

As novas sanções aumentam a incerteza sobre o futuro das relações entre Washington e Havana, que continuam marcadas por décadas de tensão política e económica.