A atualização da lista foi anunciada pelo Pentágono, que passou a incluir estas empresas entre as chamadas “companhias militares chinesas”. Segundo as autoridades norte-americanas, as empresas designadas estariam associadas à estratégia chinesa de fusão civil-militar, através da qual tecnologias e inovações desenvolvidas no setor privado podem ser utilizadas para apoiar capacidades de defesa.
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A Alibaba, considerada a maior empresa de comércio eletrónico da China, rejeitou imediatamente as acusações. Num comunicado, a empresa afirmou que não existe qualquer fundamento para a sua inclusão na lista negra e garantiu que não é uma empresa militar nem participa em qualquer estratégia de integração entre atividades civis e militares.
A companhia acrescentou ainda que pretende recorrer a todos os meios legais disponíveis para contestar a decisão das autoridades norte-americanas.
A fabricante de veículos elétricos BYD, uma das maiores produtoras automóveis do mundo, não comentou de imediato a decisão. A empresa tornou-se nos últimos anos um dos principais símbolos da ascensão tecnológica e industrial chinesa, expandindo rapidamente a sua presença em mercados internacionais.
Também a Baidu, líder chinesa nos setores de pesquisa online e inteligência artificial, não respondeu imediatamente aos pedidos de reação. A empresa tem investido fortemente em tecnologias avançadas, incluindo veículos autónomos e soluções de inteligência artificial.
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A Embaixada da China em Washington condenou a medida, classificando-a como discriminatória e acusando os Estados Unidos de alargarem excessivamente o conceito de segurança nacional para restringir a atividade de empresas chinesas.
Segundo representantes diplomáticos chineses, as empresas do país que operam no estrangeiro cumprem rigorosamente as leis e regulamentos locais e deveriam beneficiar de um ambiente empresarial justo e não discriminatório.
A lista do Pentágono inclui atualmente 188 empresas, contra 134 registadas em 2025, refletindo uma expansão significativa das restrições norte-americanas. As empresas classificadas como ligadas ao setor militar chinês poderão ficar impedidas de participar em contratos de defesa dos Estados Unidos ao abrigo de novas regras que entram em vigor ainda este mês.
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A decisão surge menos de um mês depois do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, durante uma cimeira realizada em Pequim, destinada a reduzir as tensões acumuladas ao longo dos últimos anos de disputa comercial e tecnológica entre os dois países.
Além da Alibaba, BYD e Baidu, o Pentágono acrescentou outras empresas tecnológicas chinesas à lista, incluindo a empresa de robótica RoboSense Technology e a fabricante de robôs Unitree Robotics. A medida segue uma tendência iniciada anteriormente com a inclusão da gigante tecnológica Tencent, proprietária da popular aplicação WeChat.
Especialistas em segurança nacional manifestaram dúvidas sobre a eficácia de uma lista tão abrangente. O analista Dennis Wilder, antigo especialista em assuntos chineses da CIA e do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, argumentou que muitas empresas norte-americanas mantêm relações comerciais profundas com estas entidades e dificilmente abandonarão essas parcerias sem penalizações concretas.
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Segundo Wilder, sanções demasiado amplas tendem a perder eficácia, especialmente enquanto os Estados Unidos continuarem economicamente interligados com a China. Para o especialista, medidas desta natureza poderão ter mais impacto político e simbólico do que efeitos práticos imediatos sobre as atividades das empresas visadas.






