A investigação foi anunciada conjuntamente pela procuradora-geral da Nova Jérsia, Jennifer Davenport, pela procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James, e pelo Departamento de Proteção do Consumidor e dos Trabalhadores da cidade de Nova Iorque.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
Segundo as autoridades, existem suspeitas de que a FIFA tenha aumentado artificialmente os preços dos bilhetes e induzido os adeptos em erro relativamente às categorias e localizações dos lugares disponíveis nos estádios.
Jennifer Davenport descreveu o processo de compra como um verdadeiro “calvário”, marcado por confusão, escassez artificial e preços considerados excessivos. A responsável confirmou ainda que a FIFA recebeu uma intimação judicial para entregar documentos internos relacionados com a política de venda de bilhetes.
Entre os principais pontos da investigação está a criação de uma categoria de bilhetes denominada “Preferencial”, mais cara do que as opções inicialmente disponibilizadas ao público. Os investigadores pretendem apurar se essa alteração levou consumidores a adquirir lugares mais caros sem informação suficiente.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
Outro elemento sob análise é o sistema de preços dinâmicos utilizado pela organização. Segundo as autoridades norte-americanas, os preços de cerca de 90 dos 104 jogos do torneio terão aumentado, em média, cerca de 34% ao longo das diferentes fases de venda.
A atenção das autoridades concentra-se particularmente no MetLife Stadium, localizado na Nova Jérsia, que receberá oito partidas do torneio, incluindo a grande final marcada para 19 de julho de 2026.
As autoridades questionam igualmente por que razão os bilhetes do Mundial 2026 atingiram valores superiores aos registados em todas as edições anteriores da competição.
O Departamento de Proteção do Consumidor afirmou que está a analisar denúncias relacionadas com alegadas práticas enganosas e potenciais violações das leis de defesa do consumidor.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
Até ao momento, a FIFA recusou comentar diretamente a investigação. No entanto, em ocasiões anteriores, a organização defendeu a sua política de preços, argumentando que os valores refletem a realidade do mercado norte-americano.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, justificou os preços elevados com a enorme procura pelos jogos do torneio. Segundo o dirigente, vender bilhetes a preços mais baixos poderia favorecer ainda mais a revenda especulativa.
A polémica surge num contexto mais amplo de críticas relacionadas com os custos associados ao Mundial. Recentemente, também os preços dos transportes para o MetLife Stadium geraram controvérsia, levando as autoridades locais a pressionarem pela redução das tarifas inicialmente previstas.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!
Os procuradores-gerais defendem que os adeptos merecem acesso justo aos bilhetes e total transparência sobre os lugares adquiridos, especialmente num evento de dimensão mundial como o Mundial 2026.
Com o início da competição a aproximar-se, a investigação poderá aumentar a pressão sobre a FIFA e alimentar o debate sobre a acessibilidade financeira de um dos maiores eventos desportivos do planeta.





