No final da segunda jornada da cimeira, realizada em Évian (Alta Saboia), os chefes de Estado e de Governo do G7, incluindo Donald Trump e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, adotaram uma declaração conjunta reafirmando o apoio à soberania e integridade territorial da Ucrânia.
Os dirigentes afirmaram estar “unidos no apoio inabalável à Ucrânia na defesa da sua liberdade”, sublinhando a continuidade do compromisso ocidental no conflito contra a Rússia.
O comunicado oficial destaca ainda o compromisso de aumentar a pressão sobre a “economia de guerra russa”, incluindo o reforço das sanções dirigidas aos setores do petróleo e do gás, pilares fundamentais da economia de Moscovo.
Esta posição foi recebida como um sinal de coesão entre os países mais industrializados, apesar das expectativas iniciais de divergências internas, sobretudo em relação ao papel dos Estados Unidos.
Segundo vários meios internacionais, a atmosfera entre os líderes foi marcada por uma tentativa de aproximação ao presidente norte-americano, numa estratégia descrita como uma verdadeira “ofensiva de charme” por parte dos aliados europeus.
O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que os contactos com Donald Trump, tanto formais como informais, geraram “um certo otimismo” quanto à continuidade do apoio ocidental à Ucrânia.
A imprensa internacional relatou ainda que Donald Trump surpreendeu os participantes ao sugerir novas medidas de pressão económica sobre a Rússia, incluindo possíveis sanções adicionais ao setor energético.
“A Rússia deve chegar a um acordo”, terá afirmado o presidente norte-americano durante as discussões.

Apesar do consenso em torno da Ucrânia, analistas sublinham que o equilíbrio diplomático do G7 continua frágil, especialmente devido às posições divergentes sobre o Irão e o conflito no Médio Oriente.
Fontes diplomáticas indicam que Trump também terá pressionado os seus parceiros para apoiarem a sua estratégia de acordo com Teerão, o que gerou preocupações sobre uma possível abordagem “transacional” da política externa norte-americana.
O presidente francês Emmanuel Macron desempenhou um papel central na mediação política da cimeira, procurando garantir a permanência dos Estados Unidos no alinhamento ocidental.
Num gesto simbólico, Macron convidou Donald Trump para um jantar no Palácio de Versalhes, reforçando a dimensão protocolar e diplomática da relação entre Paris e Washington.

Segundo observadores, este convite foi interpretado como parte de uma estratégia mais ampla de aproximação, destinada a evitar qualquer distanciamento dos Estados Unidos em relação ao apoio à Ucrânia.
Outros gestos simbólicos incluíram ofertas pessoais entre líderes, como o presente de um equipamento desportivo ao presidente norte-americano por parte do chanceler alemão.
A imprensa internacional descreveu o ambiente da cimeira como simultaneamente cooperativo e estratégico, com os líderes europeus a tentarem consolidar a unidade ocidental antes de futuras reuniões da NATO.
O New York Times e outros meios destacaram que, apesar do tom mais conciliador, não existem garantias de uma mudança estrutural na posição dos Estados Unidos relativamente à guerra na Ucrânia.

Alguns analistas alertam que o aparente consenso pode esconder divergências profundas sobre o papel dos EUA em futuros acordos internacionais, especialmente no que diz respeito ao equilíbrio entre Ucrânia e Irão.
Ainda assim, a cimeira termina com uma mensagem política clara: o G7 pretende manter a pressão sobre a Rússia e reforçar a coordenação estratégica entre aliados ocidentais.



