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Ataque com drones provoca incêndio perto de central nuclear nos Emirados Árabes Unidos

Incidente aumenta tensões regionais em meio ao frágil cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos.

Segundo autoridades de Abu Dhabi, o incêndio começou num gerador elétrico localizado fora do perímetro interno da central, na região de Al Dhafra. O regulador nuclear dos Emirados afirmou que todas as unidades da central continuam a funcionar normalmente e que os níveis de radiação permanecem dentro dos parâmetros de segurança estabelecidos.

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O Ministério da Defesa dos Emirados informou mais tarde que os sistemas de defesa aérea conseguiram intercetar dois drones, enquanto um terceiro atingiu um gerador próximo da central nuclear. As autoridades acrescentaram que os aparelhos terão sido lançados a partir da “fronteira ocidental”, sem revelar detalhes adicionais sobre a origem exata do ataque.

UAE says air defences intercepted two drones coming from Iran

Até ao momento, nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque, e o governo emiradense evitou acusar oficialmente qualquer país. No entanto, o incidente acontece num período de elevada tensão regional, marcado pelos confrontos indiretos entre o Irão, Israel e os Estados Unidos.

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Os governos do Qatar e da Arábia Saudita condenaram o ataque, alertando que o incidente representa uma ameaça à estabilidade e segurança de toda a região do Golfo. A preocupação internacional aumentou devido à proximidade do ataque com uma instalação nuclear considerada estratégica.

Strait of Hormuz | Map, Importance, Conflict and Closure, Control, Oil, &  Facts | Britannica

Os Emirados Árabes Unidos enfrentam ataques frequentes com drones e mísseis desde o início dos confrontos entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, intensificados após operações militares lançadas em fevereiro. Mesmo após o anúncio do cessar-fogo entre Washington e Teerão, os ataques continuaram em diferentes áreas do país.

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As divergências entre norte-americanos e iranianos continuam profundas, especialmente em relação ao fim definitivo da guerra e à reabertura do estratégico Estreito de Ormuz. O corredor marítimo é considerado essencial para o comércio mundial de petróleo e gás, tornando qualquer instabilidade na região motivo de preocupação internacional.

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O presidente norte-americano Donald Trump voltou a aumentar a pressão sobre o Irão ao publicar uma mensagem na rede social Truth Social. Trump afirmou que “o relógio está a contar” para Teerão e advertiu que o país deveria agir rapidamente para evitar consequências mais graves.

Em resposta, o porta-voz das forças armadas iranianas, Abolfazl Shekarchi, declarou que qualquer nova ação militar dos Estados Unidos poderá desencadear “cenários agressivos e inesperados”. Segundo o responsável, Washington corre o risco de mergulhar num conflito ainda mais profundo caso as ameaças sejam concretizadas.

Faces of Safeguards | International Atomic Energy Agency

A Agência Internacional de Energia Atómica afirmou que o incidente obrigou temporariamente um dos reatores da central a recorrer a geradores de emergência a diesel. O diretor-geral da agência, Rafael Grossi, manifestou “grave preocupação” e alertou que atividades militares próximas de instalações nucleares são “inaceitáveis”.

A central de Barakah, a primeira central nuclear da Península Arábica, está localizada a cerca de 225 quilómetros de Abu Dhabi, perto da fronteira com a Arábia Saudita. Especialistas alertam que qualquer incidente envolvendo instalações nucleares na região pode ter consequências ambientais e geopolíticas significativas.

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Na semana passada, autoridades emiradenses acusaram o Irão de lançar drones e mísseis contra a cidade portuária de Fujairah. O ataque provocou incêndios numa instalação petrolífera e ferimentos em três cidadãos indianos. Teerão já havia advertido anteriormente que países que acolhem bases militares norte-americanas ou interesses ligados a Israel poderiam tornar-se alvos.

As tensões agravaram-se ainda mais após acusações iranianas de que os Emirados estariam a reforçar relações com Israel. Relatórios recentes sugeriram inclusive uma visita secreta do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu aos Emirados durante o conflito, informação oficialmente negada por Abu Dhabi.

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