A informação foi inicialmente divulgada através da rede social Truth Social, onde Trump afirmou que Al-Minuki acreditava poder esconder-se em África sem ser localizado pelos serviços de inteligência norte-americanos. O presidente acrescentou que o líder extremista era considerado “o terrorista mais ativo do mundo” e que a operação representou um golpe importante contra a estrutura internacional do grupo jihadista.
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Anuncie aqui!No sábado, o presidente nigeriano Bola Tinubu confirmou oficialmente a operação militar. Tinubu descreveu a missão como um exemplo de “colaboração eficaz” entre os dois países no combate ao terrorismo, afirmando que a eliminação de Al-Minuki representa um duro golpe para as fileiras do Estado Islâmico na África Ocidental e noutras regiões do continente.
As forças de defesa nigerianas apresentaram Al-Minuki como uma figura central das operações globais do Estado Islâmico. Segundo autoridades locais, ele supervisionava a produção de armas, fabrico de explosivos, desenvolvimento de drones e operações mediáticas ligadas ao grupo extremista. Os serviços de inteligência afirmam ainda que o dirigente havia sido recentemente promovido à chefia da Direção Geral das Províncias do Estado Islâmico, tornando-se oficialmente o segundo homem mais poderoso da organização.
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Anuncie aqui!A BBC destaca que cerca de 90% dos ataques reivindicados pelo Estado Islâmico acontecem atualmente na África Subsaariana. Entre todas as filiais do grupo, a base instalada na Nigéria é considerada a mais ativa e violenta dos últimos anos, especialmente na região do Lago Chade.
Segundo autoridades nigerianas, Al-Minuki mantinha ligações antigas com o Estado Islâmico na África Ocidental e esteve relacionado com o rapto das estudantes de Dapchi, ocorrido em 2018 no estado de Yobe. Antes de jurar fidelidade ao Estado Islâmico em 2015, o militante era um dos principais comandantes do Boko Haram.
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Anuncie aqui!As investigações apontam ainda que Al-Minuki facilitou o envio de combatentes para a Líbia, reforçando operações do Estado Islâmico no Norte de África. A sua atuação tornou-o uma peça-chave na coordenação logística e financeira das atividades terroristas em diferentes regiões africanas.
De acordo com fontes citadas pelo The New York Times, o dirigente extremista foi morto durante uma operação aérea envolvendo cerca de vinte comandos das forças especiais norte-americanas e nigerianas. A ação ocorreu numa base localizada na região do Lago Chade, área partilhada pela Nigéria, Chade, Níger e Camarões.
As mesmas fontes afirmam que violentos confrontos duraram quase três horas. Inicialmente, os militares pretendiam capturar Al-Minuki vivo, mas acabaram por lançar um ataque aéreo quando perceberam que o líder extremista não pretendia render-se. Vários dos seus principais aliados também terão sido mortos durante a operação.
O The Wall Street Journal considera que a operação demonstra um fortalecimento significativo das relações entre Washington e Abuja. Nos últimos meses, os Estados Unidos enviaram centenas de militares para apoiar e treinar forças nigerianas em operações combinadas entre aviação e infantaria, reforçando a cooperação militar bilateral.
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Anuncie aqui!Especialistas afirmam que a eliminação de líderes do Estado Islâmico e da Al-Qaeda continua a ser uma estratégia importante para enfraquecer grupos terroristas. Apesar de novos dirigentes assumirem frequentemente o controlo das organizações, autoridades norte-americanas defendem que estas operações reduzem a capacidade dos grupos de financiar, coordenar e executar ataques internacionais.
O antigo alto funcionário nigeriano Dennis Amachree declarou à Al Jazeera que a morte de Al-Minuki deverá provocar fortes tensões internas dentro do Estado Islâmico. Segundo ele, o dirigente controlava importantes redes financeiras e operações externas do grupo, incluindo aquisição de tecnologia de drones e coordenação internacional entre diferentes células terroristas.
Analistas acreditam que a sucessão poderá gerar divisões internas e dificuldades operacionais imediatas para o grupo extremista. A perda de uma figura estratégica como Al-Minuki poderá afetar a transferência de recursos, a logística internacional e a coordenação de ataques em várias regiões africanas e do Médio Oriente.







