Durante três dias, os líderes das principais potências mundiais vão discutir questões que vão desde a economia internacional até à regulação da inteligência artificial, passando pela guerra na Ucrânia e pela situação no Médio Oriente.
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O Presidente norte-americano Donald Trump estará no centro de várias reuniões de alto nível, incluindo um encontro de trabalho com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, dedicado à evolução do conflito na Ucrânia.
Trump participará também num almoço com líderes do Egito, Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos, numa sessão focada na estabilidade do Médio Oriente e nas negociações em curso com o Irão.
Além dos membros do G7, a França convidou vários países emergentes para participar em discussões económicas estratégicas, entre eles Brasil, Índia, Coreia do Sul, Quénia e Egito.
O anfitrião do encontro, o Presidente francês Emmanuel Macron, procura reforçar o diálogo entre economias desenvolvidas e emergentes para enfrentar desafios comuns relacionados com crescimento, comércio e desenvolvimento sustentável.
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Antes mesmo do início oficial do G7, Macron promoveu uma cimeira virtual dedicada à convergência económica internacional, envolvendo países do G7, a China e outras economias emergentes.
Segundo a Presidência francesa, os participantes identificaram desequilíbrios macroeconómicos cada vez mais preocupantes, destacando excessos de exportação, consumo, poupança e défices de produção em diferentes regiões do mundo.
Os organizadores defendem que existe um consenso crescente sobre a necessidade de avançar para uma agenda de crescimento sustentável, cujas discussões deverão continuar em fóruns como o G20 e o Fundo Monetário Internacional.
Apesar desse otimismo, permanece a incerteza sobre a posição dos Estados Unidos em várias matérias, tendo em conta o estilo imprevisível de Donald Trump em encontros multilaterais anteriores.
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Entre os temas não económicos, o G7 deverá analisar propostas relacionadas com minerais críticos, financiamento para países vulneráveis e reforço da cooperação internacional em matéria de saúde.
Um dos documentos previstos para debate aborda a aceleração da investigação científica contra o cancro, procurando fortalecer a colaboração entre governos, centros de pesquisa e setor privado.
A inteligência artificial será igualmente um dos grandes destaques do encontro. Cerca de quinze líderes das principais empresas tecnológicas mundiais são esperados em Évian-les-Bains.
Entre os participantes anunciados encontram-se Sam Altman, Demis Hassabis, Dario Amodei, Arthur Mensch, Ren Ito e Alexandr Wang.
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Os líderes do G7 deverão ainda analisar propostas para reforçar a proteção das crianças no ambiente digital, melhorar os mecanismos de solidariedade internacional e apoiar investimentos em países considerados mais frágeis.
Embora os comunicados finais não tenham caráter juridicamente vinculativo, as decisões políticas tomadas no G7 costumam influenciar agendas económicas e diplomáticas em todo o mundo.
A guerra na Ucrânia e as tensões no Médio Oriente deverão dominar as sessões mais sensíveis da cimeira. Os países europeus pretendem defender medidas que facilitem a reabertura segura da navegação no Estreito de Ormuz.
As discussões também deverão abordar o programa nuclear iraniano, o desenvolvimento de mísseis balísticos e o futuro das negociações entre Teerão e Washington, consideradas essenciais para a estabilidade regional.







