O petróleo caiu para o nível mais baixo em três meses, enquanto os investidores apostam num alívio das pressões inflacionistas e numa estabilização dos mercados globais.
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As ações asiáticas lideraram os ganhos, com um salto superior a 3% num índice regional, enquanto o Nikkei japonês aproximava-se de um fecho recorde. Os futuros do S&P 500 subiram 1,2%, refletindo o aumento do apetite pelo risco.
O dólar recuou face às principais moedas internacionais, enquanto o Bitcoin atingiu o valor mais elevado em quase duas semanas, num movimento de forte entrada em ativos de risco.
O Brent caiu mais de 4%, aproximando-se dos 83 dólares por barril, à medida que os investidores antecipam o regresso do fluxo de petróleo através de uma das rotas mais importantes do comércio energético mundial.
Segundo analistas de mercado, o acordo representa um alívio significativo após meses de volatilidade causada pelo conflito, que afetou cadeias de abastecimento e aumentou os custos energéticos.
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Um especialista da eToro afirmou que os mercados estavam “à espera desta notícia há meses”, acrescentando que, apesar do otimismo, a estabilidade ainda não está garantida até à assinatura formal do acordo.
O presidente norte-americano Donald Trump declarou que o Estreito de Ormuz será reaberto na sexta-feira, após a assinatura do acordo com o Irão, embora ainda persistam dúvidas sobre a sua implementação final.
Mesmo com o anúncio do acordo, Trump admitiu que novas tensões podem surgir caso não haja progressos num acordo nuclear mais amplo com Teerão, mantendo algum grau de incerteza geopolítica.
Ainda assim, os investidores têm vindo a apostar numa redução dos preços da energia, o que poderá aliviar a inflação global e influenciar decisões dos bancos centrais nas próximas semanas.
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Os mercados emergentes da Ásia foram os maiores beneficiados, com destaque para as Filipinas, onde a bolsa subiu 6%, o melhor desempenho em seis anos. A Indonésia também registou uma forte valorização de cerca de 4%.
As moedas destes países também se valorizaram face ao dólar, refletindo a melhoria do sentimento dos investidores em economias altamente dependentes da importação de petróleo.
Os rendimentos das obrigações norte-americanas caíram, com o título a 10 anos a recuar para 4,42%, enquanto as expectativas de cortes de juros aumentaram nos mercados de derivados.
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O mercado agora antecipa uma maior probabilidade de flexibilização da política monetária, à medida que a descida do petróleo reduz as pressões inflacionistas.
Além da energia, outros ativos também registaram ganhos: o ouro subiu quase 3%, a prata avançou cerca de 4% e o cobre valorizou mais de 1%.
Segundo estrategas da Bloomberg, a tendência de queda do petróleo poderá reforçar a narrativa de que a inflação já terá atingido o seu pico, sustentando ganhos adicionais em ações e obrigações.






