Segundo a agência estatal norte-coreana KCNA, os dois dirigentes concordaram em abrir um novo capítulo nas relações bilaterais, fortalecendo a colaboração em áreas como política, economia, cultura e intercâmbio institucional.
Durante as conversações, Kim Jong Un reiterou o apoio total da Coreia do Norte ao princípio de “Uma Só China”, posição defendida por Pequim e segundo a qual Taiwan faz parte integrante do território chinês, independentemente das circunstâncias internacionais.
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Por sua vez, Xi Jinping afirmou que a sua visita representa uma oportunidade para alcançar progressos significativos na cooperação entre os dois países. O presidente chinês sublinhou a importância de consolidar a amizade histórica e aprofundar os mecanismos de coordenação estratégica entre os governos.
Os dois líderes concordaram ainda em reforçar a comunicação política através de visitas regulares de altos responsáveis governamentais e partidários, procurando fortalecer a coordenação em questões regionais e internacionais.
Além da agenda diplomática, a visita incluiu uma forte componente simbólica. Xi Jinping e a primeira-dama chinesa, Peng Liyuan, participaram num espetáculo artístico ao lado de Kim Jong Un e da sua esposa, Ri Sol Ju, perante milhares de cidadãos e dirigentes norte-coreanos.
As apresentações incluíram músicas chinesas e norte-coreanas que celebraram a amizade histórica entre os dois países, destacando valores de patriotismo, cooperação e solidariedade.
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Na segunda-feira à noite, Kim Jong Un ofereceu um banquete oficial em honra da delegação chinesa. Durante o evento, Xi Jinping manifestou satisfação por partilhar um momento de amizade com o líder norte-coreano e agradeceu a calorosa receção proporcionada pelas autoridades de Pyongyang.
O presidente chinês destacou ainda que as relações entre os dois países atingem um novo marco histórico no contexto do 65.º aniversário do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua entre a China e a Coreia do Norte.
Segundo Xi Jinping, a parceria bilateral encontra-se agora num “novo ponto de partida histórico”, refletindo décadas de cooperação política e estratégica entre os dois países.
A agência estatal chinesa Xinhua informou igualmente que o líder chinês reafirmou o compromisso de Pequim em defender os interesses comuns e fortalecer a colaboração em diversas áreas de interesse mútuo.
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Apesar da importância do encontro, os meios de comunicação norte-coreanos não mencionaram qualquer discussão relacionada com o programa nuclear da Coreia do Norte nem com as relações entre Pyongyang e os Estados Unidos.
A questão continua a ser acompanhada com atenção pela comunidade internacional, especialmente após as anteriores reuniões entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, realizadas durante o primeiro mandato de Trump.
Analistas consideram que a visita de Xi Jinping teve como foco principal o fortalecimento da cooperação económica, incluindo áreas ligadas ao comércio, investimento e turismo. A China continua a ser o principal parceiro comercial da Coreia do Norte, desempenhando um papel crucial na economia norte-coreana.
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Especialistas acreditam ainda que, embora Pequim e Pyongyang mantenham uma coordenação estreita sobre questões estratégicas, é pouco provável que Xi Jinping desempenhe um papel determinante numa eventual retoma das negociações entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos.
Antes de regressar à China, Xi Jinping deverá visitar a histórica Torre da Amizade Sino-Coreana, monumento que homenageia os soldados chineses que morreram durante a Guerra da Coreia. O encerramento da visita deverá ser marcado por uma cerimónia oficial de despedida e guarda de honra no aeroporto de Pyongyang.







