Num comunicado forte, o secretário-geral do movimento, Naim Qassem, afirmou que as negociações eram “fúteis” e “humilhantes” para o Líbano, acrescentando que grande parte da população libanesa também rejeita o acordo proposto.
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O acordo mediado pelos Estados Unidos, após várias rondas de negociações em Washington, prevê a criação de zonas piloto de segurança no sul do Líbano, onde combatentes do Hezbollah seriam proibidos de operar, além da exigência de cessação dos ataques contra Israel.
Segundo os termos divulgados, as zonas seriam supervisionadas pelo Exército libanês, com apoio dos Estados Unidos, excluindo a presença de qualquer ator não estatal — numa referência direta ao Hezbollah.
O movimento xiita rejeitou também a ideia de retirada dos seus combatentes da área entre a fronteira israelita e o rio Litani, considerando que tal condição equivale a uma capitulação estratégica.
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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter discutido a situação com líderes israelitas e com representantes ligados ao conflito, sugerindo que “progressos estão a ser feitos”, embora o cenário no terreno permaneça instável.
Antes das declarações de Trump, o Hezbollah já tinha rejeitado qualquer cessar-fogo parcial, insistindo que uma trégua unilateral seria inaceitável e não corresponderia a um verdadeiro acordo de paz.
Nas ruas dos subúrbios do sul de Beirute, bastião histórico do Hezbollah, muitos habitantes expressaram ceticismo quanto ao acordo, afirmando não ver possibilidade de uma paz duradoura.
Comerciantes locais relataram bombardeamentos contínuos no sul do país, questionando a eficácia de qualquer cessar-fogo enquanto os ataques aéreos israelitas continuam.
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As autoridades libanesas confirmaram que várias zonas do sul do Líbano foram atingidas por ataques israelitas, com vítimas civis e danos significativos em infraestruturas locais.
A missão da ONU no Líbano, UNIFIL, também confirmou a morte de um dos seus soldados após impacto de projéteis na região de Marjayoun, aumentando a tensão internacional em torno do conflito.
Do lado israelita, as forças armadas confirmaram a morte de um oficial durante operações no sul do Líbano, ao mesmo tempo que relataram a detecção de múltiplos alvos aéreos suspeitos na região.
O Hezbollah afirmou ter realizado ataques com drones e foguetes contra posições militares israelitas, incluindo áreas próximas a Qantara e ao histórico Castelo de Beaufort, intensificando o ciclo de retaliações.
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Desde o início da escalada do conflito, o Líbano enfrenta uma crise humanitária crescente, com mais de um milhão de deslocados e milhares de vítimas, segundo dados oficiais
Apesar de sucessivas tentativas de mediação internacional, incluindo negociações recentes em Washington, não há ainda consenso sobre um cessar-fogo definitivo entre Israel e o Líbano.
Os próximos encontros entre delegações dos dois países estão previstos para 22 de junho, mas as perspetivas de um acordo abrangente permanecem incertas.







