Segundo o relatório divulgado pela rede de monitorização MapBiomas, cerca de 985 mil hectares foram desflorestados no Brasil em 2025, representando uma queda de 20,6% em comparação com o ano anterior.
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Anuncie aqui!Trata-se da menor área desmatada desde o início das medições realizadas pela organização em 2019.
O resultado surge como uma vitória política para o presidente Lula da Silva, que colocou a proteção ambiental entre as prioridades do seu atual mandato e prometeu eliminar a desflorestação ilegal até 2030.
A preservação da cobertura vegetal é considerada essencial no combate às alterações climáticas, devido à capacidade das florestas de absorver dióxido de carbono.
O coordenador técnico da MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o aumento das operações de controlo e das sanções teve impacto direto na redução da desflorestação em todos os biomas brasileiros.
Segundo os dados divulgados, cerca de 65% das áreas sinalizadas por alertas de perda de vegetação receberam ações concretas das autoridades em 2025.
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Anuncie aqui!Em 2019, durante o início do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, apenas 5% dessas áreas tinham sido alvo de intervenção oficial.
A MapBiomas, que reúne universidades, ONG e empresas tecnológicas, atribui praticamente toda a perda de vegetação à expansão agrícola, responsável por 99% das áreas afetadas.
Na Amazónia, considerada a maior floresta tropical do planeta, a área desmatada caiu 23,5% em relação a 2024, totalizando aproximadamente 290 mil hectares.
Apesar da redução significativa, o relatório alerta que o ritmo de destruição continua elevado, equivalendo à perda de cerca de cinco árvores por segundo.
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Anuncie aqui!O bioma mais afetado voltou a ser o Cerrado, vasta savana localizada a sul da Amazónia e conhecida pela sua enorme biodiversidade.
Mais de metade da desflorestação registada no Brasil em 2025 ocorreu nesta região, apesar de uma redução anual de 16,9%.
Mais de 84% da área total desmatada no ano passado concentrou-se na Amazónia e no Cerrado.
Apesar dos números positivos, organizações ambientalistas demonstraram preocupação após a aprovação, na Câmara dos Deputados, de propostas legislativas consideradas prejudiciais aos mecanismos de controlo ambiental.
As medidas foram impulsionadas pelo poderoso lobby do agronegócio brasileiro e ainda aguardam aprovação no Senado.
Lula procura apresentar um balanço ambiental positivo a poucos meses das eleições presidenciais, nas quais tentará conquistar um quarto mandato.
No entanto, o presidente brasileiro continua a ser criticado por ambientalistas devido ao apoio a projetos de exploração petrolífera ao largo da Amazónia, considerados incompatíveis com o discurso de proteção ambiental.






