Em Menlo Park, o coração da estratégia tecnológica global, a Meta Platforms, empresa-mãe do Facebook, Instagram e WhatsApp, está diante de um possível ponto de virada em sua história corporativa. Segundo informações publicadas por agências de notícias como Reuters e Business Insider, a empresa está se preparando para um plano de demissões em massa que pode atingir mais de 20% de sua força de trabalho, ou cerca de 16 mil empregos, como forma de compensar os custos de seus investimentos em inteligência artificial (IA).
O movimento representaria a maior reestruturação de pessoal desde 2022-2023, quando a Meta já havia eliminado mais de 21 mil postos de trabalho em duas ondas de cortes. Fontes internas citadas pela imprensa especializada indicam que a preparação e o planejamento das futuras reduções já começaram, embora a empresa oficialmente classifique os rumores como “especulativos”.
Nos últimos anos, a Meta vem reorientando sua estratégia de negócios para se concentrar no desenvolvimento de inteligência artificial e na infraestrutura necessária para suportá-la. Paralelamente aos cortes, a empresa anunciou planos de investir US$ 600 bilhões na construção de data centers e outras infraestruturas de IA até 2028, um dos maiores investimentos de capital da história do setor tecnológico.

Esse compromisso inclui não apenas a construção de gigantescos centros de dados, mas também programas de recrutamento para atrair pesquisadores de IA de alto nível, com pacotes de remuneração que chegam a centenas de milhões de dólares ao longo de vários anos. A estratégia faz parte de um esforço maior para consolidar a presença da Meta na corrida global pela chamada “superinteligência”, mesmo diante de críticas sobre o desempenho de alguns de seus modelos de linguagem.
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Anuncie aqui!A pressão por resultados imediatos e a necessidade de equilibrar os custos astronômicos desses planos com as expectativas de Wall Street têm sido citadas por analistas como fatores que tornam os cortes de pessoal o recurso mais evidente para gerar economia rapidamente. Isso ocorre em um contexto em que outras grandes empresas de tecnologia também anunciaram reduções de quadro, muitas vezes justificadas pelo argumento de automação e eficiência proporcionadas pela IA.
Sob a liderança de Mark Zuckerberg, a Meta tinha cerca de 79 mil funcionários no final de 2025. Caso os cortes se confirmem, o quadro poderia reduzir-se para aproximadamente 63 mil profissionais. Para setores inteiros da economia digital, a possível reconfiguração da força de trabalho da Meta simboliza tanto o auge das ambições em inteligência artificial quanto os desafios de financiar esse futuro sem sacrificar talentos essenciais.



