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HCB torna-se principal acionista da LAM após aprovação de investimento milionário

Hidroelétrica de Cahora Bassa lidera recapitalização da LAM no âmbito da reestruturação da companhia aérea estatal moçambicana

De acordo com a Conta Geral do Estado de 2025, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa aprovou um investimento de 36 milhões de dólares no processo de reestruturação da LAM. O plano inclui ainda a criação da empresa Fly Moz, entidade destinada a garantir financiamentos à transportadora aérea estatal.

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Além da HCB, outras empresas públicas moçambicanas passaram a integrar a estrutura acionista da companhia aérea. A Emose aprovou um investimento de 22 milhões de dólares, passando a deter 15,4% do capital social da LAM, tal como os Caminhos de Ferro de Moçambique, que adquiriram a mesma participação.

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O documento refere ainda que o Estado moçambicano subsidiou diretamente a Linhas Aéreas de Moçambique com 255,4 milhões de meticais durante 2025. Apesar do anúncio feito há um ano sobre a intenção de alienar 91% do capital social da companhia, as operações até agora realizadas representam cerca de 56% da estrutura acionista.

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O processo de recapitalização da companhia tem sido acompanhado de perto pelo International Monetary Fund, que alertou para os riscos de utilização de recursos de empresas públicas lucrativas para financiar a transportadora aérea estatal.

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Num relatório divulgado em fevereiro, o International Monetary Fund afirmou que os investimentos planeados na LAM representam riscos de desvio de recursos destinados a “infraestruturas críticas”. A instituição defende que as transações entre o Governo e empresas públicas devem ocorrer através do Orçamento do Estado e obedecer a critérios rigorosos de transparência.

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O FMI recomendou ainda que Moçambique implemente uma estratégia clara para melhorar a eficiência operacional da companhia aérea e garantir que os investimentos sejam sustentados por análises detalhadas de custo-benefício.

MINISTRO DOS TRANSPORTES RESPONDE ÀS PERGUNTAS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

O ministro dos Transportes, João Matlombe, revelou anteriormente no parlamento que o plano prevê uma injeção total de 130 milhões de dólares por parte da HCB, CFM e Emose. Segundo o governante, cerca de 80 trabalhadores deverão deixar a empresa no âmbito da reestruturação em curso.

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João Matlombe explicou que o objetivo central do processo é recapitalizar a companhia, reestruturar as operações e adquirir novas aeronaves para modernizar a frota da LAM. O ministro sublinhou também que o controlo estatal será mantido, apesar da entrada das empresas públicas no capital social da companhia.

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“Os novos acionistas reforçam o caráter estratégico e nacional da companhia”, afirmou o ministro, acrescentando que a operação visa garantir que a LAM continue orientada para o interesse público e para a conectividade nacional.

O processo de reestruturação da Linhas Aéreas de Moçambique ocorre num contexto de desafios financeiros persistentes enfrentados pela companhia estatal, marcada por dificuldades operacionais, atrasos frequentes e necessidade urgente de renovação da frota aérea.

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