Segundo o Africa Centres for Disease Control and Prevention, a maioria dos casos foi identificada nas cidades mineiras de Mongwalu e Rwampara, conhecidas pela atividade de exploração de ouro. As autoridades sanitárias africanas anunciaram também uma reunião urgente com representantes da RDC, do Uganda e do South Sudan para reforçar a vigilância fronteiriça e coordenar a resposta regional.
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Anuncie aqui!O vírus Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976 no território da atual RDC e acredita-se que tenha origem em morcegos. Esta é já a 17ª epidemia da doença registada no país, demonstrando a persistência dos desafios sanitários enfrentados pelas autoridades congolesas.
A doença transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais contaminados e pode provocar hemorragias severas, falência múltipla de órgãos e morte. Entre os primeiros sintomas estão febre, dores musculares, fadiga intensa, dores de cabeça e irritação na garganta.
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Anuncie aqui!Atualmente, não existe uma cura definitiva para o Ebola, embora tratamentos de suporte e campanhas de vacinação tenham ajudado a reduzir a mortalidade em surtos anteriores. As autoridades continuam a monitorizar a evolução da situação enquanto procuram limitar a propagação do vírus nas comunidades afetadas.
Testes preliminares realizados pelo Institut National de Recherche Biomédicale, em Kinshasa, detetaram o vírus em 13 das 20 amostras analisadas. Os exames foram conduzidos em coordenação com o Ministério da Saúde congolês e o Instituto Nacional de Saúde Pública.
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Anuncie aqui!Entre as 65 mortes registadas até agora, quatro foram confirmadas laboratorialmente como causadas por Ebola, segundo o Africa CDC. Outros casos suspeitos foram reportados em Bunia, capital provincial de Ituri, e aguardam confirmação laboratorial.
O governo da Democratic Republic of the Congo ainda não declarou oficialmente o surto, mas autoridades locais indicaram que uma conferência de imprensa deverá ocorrer em breve para atualizar a situação epidemiológica e anunciar possíveis medidas de contenção.
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Anuncie aqui!A província de Ituri encontra-se sob administração militar desde 2021 devido à presença de dezenas de grupos armados ativos na região. Entre eles estão as Forças Democráticas Aliadas (ADF), grupo associado ao autoproclamado Estado Islâmico, responsável por vários ataques violentos no leste do país.
As condições de insegurança e deslocamento populacional dificultam significativamente os esforços médicos e humanitários. Especialistas alertam que conflitos armados e fraca infraestrutura de saúde podem acelerar a propagação do vírus para áreas vizinhas e países fronteiriços.
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Anuncie aqui!Nas últimas cinco décadas, cerca de 50 mil pessoas morreram de Ebola em diferentes países africanos. O surto mais mortal na RDC ocorreu entre 2018 e 2020, causando aproximadamente 2.300 mortes. No ano passado, outra epidemia na província do Kasaï provocou a morte de 45 pessoas.
As autoridades sanitárias africanas reforçam agora os apelos à cooperação internacional, vigilância epidemiológica e mobilização urgente de recursos para evitar que o novo surto se transforme numa crise sanitária de grande escala na região central de África.







