De acordo com o BINUH, os confrontos armados entre várias gangues nas comunas de Cité Soleil e Croix-des-Bouquets resultaram em pelo menos 78 mortos e 66 feridos desde 9 de maio. Entre as vítimas estão 10 civis, incluindo cinco homens, quatro mulheres e uma menina, segundo o relatório.
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Anuncie aqui!O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) indicou que cerca de 5.300 pessoas foram deslocadas devido à violência recente. Muitas famílias permanecem presas nas áreas afetadas, sem acesso seguro a rotas de fuga ou ajuda humanitária.
A situação de segurança levou ao encerramento de instalações médicas na região. Um hospital e uma unidade da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) foram forçados a suspender atividades e evacuar o pessoal devido ao aumento dos confrontos armados.
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Anuncie aqui!Antes da evacuação, a MSF tratou cerca de 40 vítimas de ferimentos por arma de fogo em menos de 12 horas, evidenciando a intensidade dos combates nas áreas urbanas afetadas.
As mesmas comunas já tinham sido palco de surtos de violência em março e abril, que provocaram o deslocamento de quase 8.000 pessoas, segundo dados das Nações Unidas. A repetição dos episódios demonstra a fragilidade do controlo territorial por parte do Estado haitiano.
Entre 5 de março e 11 de maio, o BINUH registou pelo menos 305 mortos e 277 feridos apenas nas zonas de Cité Soleil e Croix-des-Bouquets. Deste total, 63 eram residentes civis, incluindo mulheres e crianças, enquanto o restante das vítimas estava ligado a grupos armados.
A violência contínua no Haiti tem sido alimentada pela expansão e fragmentação das gangues armadas, que disputam o controlo de territórios estratégicos na região metropolitana de Porto Príncipe. A situação humanitária deteriora-se à medida que os serviços básicos entram em colapso.
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Anuncie aqui!Uma nova força multinacional anti-gangue está a ser mobilizada para substituir a missão anterior, considerada insuficiente e subfinanciada. Até ao momento, apenas um contingente de cerca de 400 soldados do Chade chegou ao país.
A nova força internacional anunciou recentemente a chegada do seu comandante, o general mongol Erdenebat Batsuuri, que deverá liderar as operações de estabilização no terreno. No entanto, especialistas alertam que os desafios continuam enormes devido à falta de recursos e à complexidade da crise de segurança.
O Haiti continua mergulhado numa das piores crises de segurança da sua história recente, com gangues a exercer forte controlo sobre vastas áreas urbanas e a população civil frequentemente apanhada no fogo cruzado.







