Segundo uma declaração conjunta divulgada após as negociações conduzidas sob mediação dos Estados Unidos, a implementação do cessar-fogo dependerá da interrupção total dos ataques do Hezbollah e da retirada dos seus combatentes da área situada a sul do rio Litani, a cerca de 30 quilómetros da fronteira israelita.
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As partes concordaram igualmente em acelerar a criação de zonas-piloto de segurança, onde as Forças Armadas Libanesas exercerão controlo exclusivo sobre o território, excluindo qualquer ator não estatal. A medida visa reforçar a autoridade do Estado libanês em regiões tradicionalmente influenciadas pelo Hezbollah.
O acordo prevê ainda uma nova ronda de negociações durante a semana de 22 de junho, com o objetivo de alcançar um entendimento mais amplo e duradouro entre os dois países, que continuam sem manter relações diplomáticas formais.
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Apesar do anúncio, a situação no terreno permanece extremamente volátil. O cessar-fogo anterior, em vigor desde 17 de abril, foi repetidamente violado por ambas as partes. Nos últimos dias, Israel intensificou as suas operações militares no sul do Líbano, aumentando os receios de uma nova escalada regional.
Na quarta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu na separação das negociações sobre o Líbano das discussões relacionadas com o Irão. A posição norte-americana surge após divergências com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, sobre a gestão da crise regional.
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Por sua vez, o governo iraniano considera que os conflitos no Líbano e as tensões entre Washington e Teerão estão diretamente ligados. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, alertou que qualquer ataque à capital libanesa poderá desencadear uma nova fase de guerra em larga escala na região.
Entretanto, o Hezbollah rejeitou a possibilidade de um cessar-fogo parcial. O movimento anunciou novos ataques contra posições militares israelitas, incluindo disparos de foguetes e operações com drones dirigidas a instalações do exército israelita no sul do Líbano.
Os confrontos continuaram a provocar vítimas civis e militares. Bombardeamentos israelitas registados na região de Tiro e noutras áreas do sul do país causaram várias mortes, incluindo membros das forças de segurança, civis estrangeiros e equipas de socorro.
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O Ministério da Saúde do Líbano denunciou ainda ataques contra ambulâncias e equipas médicas. Segundo as autoridades, pelo menos 130 socorristas e profissionais de saúde morreram desde o início da guerra, agravando a crise humanitária que afeta milhões de pessoas.
Desde o início do conflito, em 2 de março, as autoridades libanesas indicam que os ataques israelitas provocaram a morte de mais de 3.500 pessoas e deslocaram mais de um milhão de habitantes. Do lado israelita, foram registadas dezenas de baixas militares durante as operações no território libanês.
Analistas internacionais consideram que o novo acordo representa uma oportunidade para reduzir as hostilidades, mas alertam que a sua implementação dependerá da capacidade das partes em respeitar os compromissos assumidos. A continuidade dos ataques e as tensões envolvendo o Irão, Israel e o Hezbollah continuam a representar um dos maiores riscos para a estabilidade do Médio Oriente.







