Segundo uma declaração cubana, o encontro teve como objetivo melhorar o diálogo bilateral e reforçar canais de comunicação entre os dois países. As autoridades de Havana afirmaram ainda que Cuba não representa uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos, numa tentativa de reduzir a tensão diplomática.
Um responsável norte-americano citado pela CBS News indicou que Washington está disposto a discutir temas económicos e de segurança, mas apenas se Cuba implementar mudanças estruturais profundas. O encontro decorreu no Ministério do Interior cubano e incluiu também altos responsáveis dos serviços de inteligência do país.
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Anuncie aqui!A crise do combustível, agravada pelo bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos, deixou hospitais a funcionar em condições limitadas e levou ao encerramento temporário de escolas e serviços públicos em várias regiões da ilha. A falta de energia tornou-se um dos principais desafios enfrentados pela população cubana.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que a situação poderia ser aliviada mais rapidamente caso os Estados Unidos levantassem o bloqueio económico e energético. Para Havana, as sanções continuam a ser a principal causa da deterioração da situação energética no país.
Durante o encontro, a delegação norte-americana teria transmitido uma mensagem da administração Trump. As discussões abordaram cooperação em matéria de inteligência, estabilidade económica e segurança regional, incluindo o papel de Cuba no contexto das Américas.
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Anuncie aqui!Segundo fontes norte-americanas, Washington deixou claro que Cuba não pode ser um refúgio seguro para adversários dos interesses dos Estados Unidos no hemisfério ocidental. Do lado cubano, foi reforçada a intenção de cooperar com agências de segurança no interesse mútuo dos dois países.
As duas partes reconheceram a existência de contactos anteriores, mas as negociações tinham estagnado devido ao agravamento da crise energética e ao endurecimento das sanções norte-americanas.
A escassez de combustível em Cuba continua crítica, após a redução das importações tradicionais provenientes da Venezuela e do México. Esta situação tem provocado apagões prolongados em várias regiões do país.
Os Estados Unidos renovaram recentemente a oferta de ajuda humanitária no valor de 100 milhões de dólares, afirmando que a assistência será coordenada com organizações independentes, como a Igreja Católica, para garantir a distribuição fora do controlo direto do governo cubano.
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Anuncie aqui!Washington afirmou ainda que cabe agora ao governo cubano aceitar ou recusar a ajuda, enquanto acusa Havana de impedir o acesso a assistência essencial. Em resposta, o governo cubano classificou as sanções como “ilegais” e “abusivas”.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba afirmou que o país não rejeita ajuda internacional por princípio, mas insistiu que a solução real passa pelo levantamento do bloqueio económico e energético imposto pelos Estados Unidos.
Enquanto isso, a crise energética continua a provocar protestos em Havana, com manifestações contra os cortes de energia e a escassez de combustível. As autoridades cubanas classificam a situação como “crítica”, num contexto de crescente pressão social.





