Segundo as autoridades canadianas, mais de 200 incêndios florestais continuam fora de controlo, sobretudo na província de Ontário, obrigando à evacuação de diversas comunidades e dificultando os trabalhos de combate às chamas.
Transportado pelos ventos, o fumo atravessou a fronteira e espalhou-se por vários estados norte-americanos, criando uma densa camada de poluição atmosférica sobre importantes centros urbanos.
Em algumas regiões, a visibilidade foi significativamente reduzida e os níveis de qualidade do ar atingiram valores considerados prejudiciais para a saúde.
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Anuncie aqui!A cidade de Detroit, no estado do Michigan, chegou a ser classificada como a cidade com o pior índice de qualidade do ar do mundo, ultrapassando metrópoles como Washington e Chicago.
As autoridades de saúde recomendaram que a população evitasse permanecer ao ar livre durante longos períodos e aconselharam o uso de máscaras de protecção, sobretudo entre crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
Em vários estados próximos da fronteira canadiana, foram igualmente emitidos alertas devido aos elevados níveis de poluição.
A situação está a ser acompanhada com particular atenção devido à realização da final do Mundial de Futebol 2026, marcada para domingo num estádio ao ar livre na região de Nova Iorque, onde Argentina e Espanha disputarão o título mundial.
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Anuncie aqui!Embora os indicadores de qualidade do ar tenham registado uma ligeira melhoria nos últimos dias, os serviços meteorológicos norte-americanos alertam que o fumo poderá voltar a intensificar-se, dependendo da evolução dos ventos e das tempestades previstas para o fim-de-semana.
Os organizadores da competição afirmaram que continuam a monitorizar permanentemente as condições atmosféricas.
Especialistas do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS) acreditam que as condições poderão melhorar antes da partida, mas sublinham que a evolução permanece dependente das alterações meteorológicas esperadas nas próximas horas.
Meteorologistas explicam que a chegada de precipitação poderá ajudar a dispersar parte das partículas suspensas na atmosfera, reduzindo temporariamente os níveis de poluição.
Ainda assim, mantêm-se recomendações de precaução para pessoas pertencentes aos grupos mais vulneráveis.
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Anuncie aqui!A situação desencadeou também uma nova troca de acusações políticas entre Washington e Otava.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente as autoridades canadianas, responsabilizando-as pela gestão das florestas e afirmando que o país vizinho não tem controlado adequadamente os incêndios.
As declarações surgem numa altura em que a cooperação entre os dois países é considerada essencial para responder a fenómenos ambientais que ultrapassam fronteiras nacionais.
Investigadores alertam que o impacto do fumo dos incêndios vai muito além da redução da visibilidade.
As partículas extremamente finas libertadas pela combustão penetram profundamente nos pulmões e podem agravar doenças respiratórias, aumentar o risco de complicações cardiovasculares e afectar sobretudo crianças, idosos e pessoas com patologias pré-existentes.
Especialistas acrescentam que, quando os incêndios atingem edifícios e infra-estruturas, materiais como plástico, tintas e metais libertam substâncias adicionais que tornam o fumo ainda mais tóxico.
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Anuncie aqui!Para reduzir os riscos, as autoridades recomendam a utilização de purificadores de ar em espaços interiores, o uso de máscaras adequadas durante actividades no exterior e a limitação da exposição prolongada ao ambiente poluído.
Em cidades como Nova Iorque, várias bibliotecas e estações ferroviárias iniciaram a distribuição gratuita de máscaras à população.
As medidas procuram minimizar os efeitos de uma situação que se tem tornado cada vez mais frequente durante o verão norte-americano.
Especialistas em ambiente associam o agravamento dos incêndios florestais às alterações climáticas, que prolongam as épocas de seca, aumentam as temperaturas médias e reduzem a humidade dos solos.
Embora a actual temporada permaneça abaixo da gravidade registada em 2023, considerada um ano recorde em área ardida, a intensidade dos incêndios aumentou significativamente nas últimas semanas.
Com centenas de focos activos no Canadá e novos incêndios também registados no Minnesota, as autoridades admitem que os próximos dias continuarão a ser particularmente desafiantes para os bombeiros e serviços de emergência.
A crescente frequência destes fenómenos confirma que os incêndios florestais deixaram de representar apenas uma ameaça local. Tornaram-se um problema transfronteiriço, capaz de afectar a saúde pública, grandes eventos internacionais e o quotidiano de milhões de pessoas em toda a América do Norte.






