O papa Léon XIV apelou no domingo à “esperança” e à necessidade de “curar” o que classificou como o “flagelo da corrupção”, durante uma missa ao ar livre que reuniu cerca de 100 mil fiéis nos arredores de Luanda, em Angola. A celebração integrou a sua visita ao país, terceira etapa de uma digressão africana de onze dias.
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Anuncie aqui!Desde a sua chegada a Angola, o pontífice tem denunciado as consequências sociais e ambientais da exploração dos recursos naturais. Num país rico em petróleo e minerais, mas marcado por fortes desigualdades, Léon XIV criticou a “lógica de exploração” que gera sofrimento e injustiças estruturais.
Na homilia celebrada em Kilamba, nos arredores da capital, o papa apelou a uma visão de futuro baseada na esperança e na superação das divisões históricas. Sublinhou a necessidade de uma nova cultura de justiça, partilha e responsabilidade social num país profundamente desigual.
No mesmo dia, visitou o santuário de Muxima, o mais importante centro de peregrinação católica do país. Situado junto ao rio Kwanza, o local acolhe milhões de peregrinos e constitui um dos principais símbolos da fé mariana em África.
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Anuncie aqui!O santuário, de origem colonial portuguesa, está atualmente em fase de expansão para se tornar um polo internacional de peregrinação. Milhares de fiéis enfrentaram longas horas de espera sob condições difíceis para acompanhar a passagem do pontífice.

Durante os encontros oficiais, o papa deixou também mensagens políticas ao apelar para que não haja “medo da dissidência” e defendendo maior abertura ao diálogo social. As declarações foram amplamente interpretadas como um incentivo à participação cívica.
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Anuncie aqui!Angola enfrenta profundas desigualdades sociais. Segundo o Banco Mundial, cerca de um terço da população vive abaixo do limiar internacional de pobreza. Protestos recentes contra o custo de vida e a governação do MPLA revelam um crescente descontentamento social.
Estas tensões refletem uma sociedade marcada por fortes contrastes económicos e por um cenário político que se aproxima das eleições de 2027, num ambiente de expectativa e incerteza.
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Anuncie aqui!Na segunda-feira, Léon XIV deverá deslocar-se a Saurimo, no leste do país, região marcada pela exploração diamantífera e por profundas desigualdades regionais. O programa inclui uma missa e uma visita a uma instituição de apoio a idosos, reforçando a dimensão social da viagem.

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