O encontro decorre no Hôtel National des Invalides, um dos mais emblemáticos complexos militares franceses, onde os participantes irão analisar novas formas de reforçar a defesa da Ucrânia, sobretudo no domínio da defesa antiaérea e dos sistemas antimísseis.
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Segundo a Presidência francesa, a reunião tem três objetivos principais: aumentar o apoio militar a Kyiv, reforçar a pressão diplomática e económica sobre Moscovo através de novas sanções e preparar futuras garantias de segurança que possam assegurar uma paz duradoura.
O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, afirmou que um 21.º pacote de sanções da União Europeia deverá ser aprovado, reforçando o isolamento da Rússia.
A França deverá anunciar novos pacotes de assistência militar, incluindo apoio na área da defesa aérea. Paris já entregou quatro dos seis caças Mirage 2000 prometidos à Ucrânia e prevê ainda fornecer o sistema franco-italiano de defesa antiaérea SAMP/T de nova geração.
O Governo francês considera que esta reunião demonstra uma crescente convergência entre os aliados europeus e transatlânticos na resposta ao conflito.
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Nas últimas semanas, também os Estados Unidos deram sinais de uma posição mais favorável ao apoio à Ucrânia, após as reuniões do G7 e da NATO, aproximando-se novamente dos aliados europeus.
Enquanto decorrem os esforços diplomáticos, os combates continuam intensos no terreno. A Ucrânia mantém ataques frequentes contra refinarias e infraestruturas petrolíferas russas, procurando reduzir a capacidade logística de Moscovo.
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Ao mesmo tempo, as forças ucranianas prosseguem operações na Crimeia, embora o comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrsky, tenha reconhecido que o conflito ainda está longe de atingir um ponto de viragem decisivo.
No leste da Ucrânia, as forças russas continuam concentradas na região de Donbass, onde os confrontos permanecem intensos e provocam elevadas perdas humanas.
Outro dos temas centrais da cimeira é a criação de uma futura Força Multinacional para a Ucrânia, destinada a ser destacada após um eventual cessar-fogo.
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Os países participantes deverão iniciar exercícios militares conjuntos fora do território ucraniano, aproveitando a recente criação de um estado-maior operacional. O objetivo passa por demonstrar capacidade de resposta e transmitir um sinal de dissuasão à Rússia.
Segundo o Palácio do Eliseu, qualquer destacamento em território ucraniano dependerá da existência de condições de segurança adequadas e de um eventual acordo de paz.
A visita de Volodymyr Zelensky coincide ainda com as celebrações do Dia Nacional de França. Na terça-feira, o Presidente ucraniano assistirá ao tradicional desfile militar de 14 de Julho ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz e do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez.
Cerca de 500 militares pertencentes aos países da coligação abrirão o desfile nos Campos Elísios, num gesto simbólico de apoio à Ucrânia e de unidade entre os aliados.
Entretanto, os ataques continuam dos dois lados do conflito. A Rússia lançou novos bombardeamentos que provocaram mais de 10 mortos durante o fim de semana, enquanto ataques com drones ucranianos atingiram território russo, causando vítimas na região de Moscovo.






