O veículo tripulado Shenzhou-23 descolou com sucesso a partir de um foguetão Longa Marcha 2-F, alcançando a órbita terrestre e acoplando-se à estação espacial Tiangong após cerca de três horas e meia de voo.
A bordo seguem três astronautas que irão participar em experiências nas áreas da biologia, física de fluidos, ciência dos materiais e medicina espacial.
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Anuncie aqui!Entre os tripulantes destaca-se Li Jiaying, antigo agente policial de Hong Kong, tornando-se o primeiro astronauta da região a integrar uma missão espacial chinesa.
Completam a equipa Zhu Yangzhu e Zhang Zhiyuan, ambos de 39 anos, sendo que um deles realiza o seu primeiro voo orbital.
Um dos objetivos centrais da missão é estudar os efeitos de uma permanência de um ano em microgravidade, algo inédito para os programas espaciais chineses, que até agora realizavam missões de cerca de seis meses.
Os cientistas vão analisar impactos como perda de massa óssea, atrofia muscular e alterações psicológicas associadas ao isolamento prolongado.
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Anuncie aqui!Especialistas alertam que este tipo de missão representa um desafio extremo para o corpo humano, exigindo sistemas avançados de suporte de vida e gestão de emergências médicas em órbita.
A estação Tiangong funciona assim como um laboratório essencial para futuras missões chinesas à Lua e a Marte.
A China tem vindo a acelerar fortemente o seu programa espacial, após sucessos como o pouso na face oculta da Lua em 2019 e a missão a Marte em 2021.
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Anuncie aqui!O país prepara agora o novo veículo espacial Mengzhou, destinado a substituir progressivamente as cápsulas Shenzhou.
As autoridades chinesas planeiam ainda a construção de uma base lunar habitada até 2035, no âmbito do projeto internacional de investigação lunar.
A competição com os Estados Unidos intensifica-se, num contexto em que ambas as potências disputam a liderança na exploração do espaço profundo.






