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Colômbia em Alerta Máxima: Violência e Ataques Marcam Corrida Presidencial Antes das Eleições de 31 de Maio

A campanha para as eleições presidenciais na Colômbia, marcadas para 31 de maio, decorre sob forte tensão devido à escalada de violência armada, ataques a candidatos e confrontos entre forças do Estado e grupos dissidentes das antigas Farc.

O senador Alexander López denunciou ter sido alvo de um ataque armado na região do Cauca, uma das áreas mais afetadas pela presença de dissidências das Farc, afirmando que o seu veículo foi atingido por disparos.

O presidente colombiano Gustavo Petro atribuiu a responsabilidade ao Estado-Maior Central (EMC), acusando o grupo de envolvimento direto no ataque contra o senador.

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Horas antes, outro ataque contra um comboio oficial na região de Catatumbo provocou a morte de pelo menos seis pessoas, reforçando o clima de instabilidade no país.

A campanha presidencial tem sido dominada pelo debate sobre segurança, num contexto em que a violência armada volta a lembrar os períodos mais sangrentos da história recente da Colômbia.

Colombia/Venezuela: Border Area Abuses by Armed Groups | Human Rights Watch

O favorito nas sondagens, o senador de esquerda Iván Cepeda, defende a continuidade da política de diálogo com grupos armados iniciada pelo atual presidente Gustavo Petro.

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Em oposição, o candidato de direita Abelardo de la Espriella propõe uma estratégia de confronto direto contra organizações criminosas e redes de narcotráfico.

Colombian Activists are Destigmatizing Drug Use to Make it Safer

Apesar do acordo de paz assinado em 2016 com as antigas Farc, o país continua a enfrentar a atuação de dissidências armadas, cartéis e grupos paramilitares envolvidos no tráfico de cocaína.

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Desde o acordo, centenas de ex-combatentes que depuseram armas foram assassinados, segundo dados de organizações internacionais de monitorização.

A Fight by Other Means: Keeping the Peace with Colombia's FARC | International Crisis Group

Em várias regiões rurais, antigos combatentes vivem sob constante ameaça, com relatos de pressões para regressar às armas ou colaborar com grupos criminosos.

A violência ligada ao narcotráfico continua a ser o principal fator de instabilidade, com a Colômbia a manter-se como o maior produtor mundial de cocaína.

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