Ambos os lados discutem actualmente um possível memorando de entendimento, documento que deverá estabelecer um roteiro para resolver os principais pontos de tensão entre os dois países. Apesar dos avanços, fontes ligadas às negociações indicam que um acordo final ainda não deverá ser alcançado imediatamente.
O principal objectivo do entendimento passa por evitar o regresso dos confrontos militares, num momento em que o Presidente norte-americano Donald Trump enfrenta pressão política interna antes das eleições intercalares, enquanto o Irão atravessa uma grave crise económica.
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Anuncie aqui!Segundo fontes próximas das negociações, versões recentes do memorando incluem a reabertura gradual do Estreito de Ormuz e o eventual levantamento do bloqueio norte-americano aos portos iranianos. Em troca, seria iniciado um processo de negociações sobre questões mais sensíveis, incluindo o programa nuclear iraniano.
Um alto responsável da administração norte-americana afirmou que o acordo-quadro prevê um prazo de 60 dias para que as partes cheguem a um entendimento definitivo sobre os pontos mais complexos.
De acordo com informações divulgadas por responsáveis norte-americanos, o possível acordo incluiria o compromisso do Irão de nunca desenvolver armas nucleares e de abandonar o seu stock de urânio altamente enriquecido, frequentemente descrito por Donald Trump como “poeira nuclear”.
O destino desse material nuclear deverá ser discutido numa fase posterior das negociações.
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Anuncie aqui!Apesar disso, meios de comunicação estatais iranianos afirmam que persistem divergências importantes sobre determinadas cláusulas do memorando.
“Nuclear issues are not being discussed at this stage”, declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismaeil Baghaei.
A agência semioficial Fars avançou igualmente que o Irão não assumiu qualquer compromisso relacionado com entrega de reservas nucleares, encerramento de instalações ou renúncia formal ao desenvolvimento de armas nucleares.
Entretanto, Donald Trump insistiu que qualquer novo acordo será completamente diferente do entendimento alcançado durante a administração de Barack Obama, criticando o antigo pacto nuclear assinado em 2015.
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Anuncie aqui!O Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica para o comércio mundial de petróleo, continua no centro das discussões diplomáticas.
Embora Donald Trump tenha afirmado que a via marítima será reaberta no âmbito do memorando, meios iranianos próximos da Guarda Revolucionária sustentam que o estreito continuará sob supervisão iraniana.
Segundo fontes iranianas, Teerão permitirá progressivamente o regresso do tráfego marítimo aos níveis anteriores ao conflito, mas sem abdicar do controlo estratégico sobre a região.
“O Estreito de Ormuz não tem nada a ver com a América. Trata-se de uma questão entre nós e os países costeiros”, declarou Ismaeil Baghaei, destacando particularmente o papel de Omã.
Durante o conflito, o Irão chegou mesmo a defender o direito de impor taxas sobre embarcações comerciais que atravessassem o estreito.
Outro ponto central das negociações prende-se com os milhares de milhões de dólares em activos iranianos congelados em bancos estrangeiros.
Teerão exige o desbloqueio imediato desses fundos como condição fundamental para avançar no acordo.
Segundo a agência Tasnim, sem garantias claras sobre a libertação progressiva desses activos, o Irão poderá recusar qualquer entendimento preliminar.
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Anuncie aqui!Contudo, responsáveis norte-americanos defendem que o descongelamento dos activos e eventual levantamento das sanções apenas acontecerão após a reabertura plena do Estreito de Ormuz e o cumprimento dos compromissos assumidos por Teerão.
As sanções económicas impostas ao Irão continuam a afectar severamente a economia do país, sobretudo o sector petrolífero.
Apesar das discussões diplomáticas, permanece indefinido o futuro do programa iraniano de mísseis balísticos, considerado uma ameaça por Israel e por vários países árabes do Golfo.
Também continua sem solução clara a questão do conflito entre Israel e o movimento xiita Hezbollah, apoiado pelo Irão, no sul do Líbano.
Segundo fontes israelitas, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirmou junto de Donald Trump que Israel manterá liberdade de acção militar contra ameaças regionais, incluindo no Líbano.
Apesar das divergências, fontes iranianas afirmam que Teerão continua disposto a alcançar um “acordo justo e equilibrado”.
“O mais importante para nós é que a guerra termine definitivamente em todo o Médio Oriente”, afirmou uma fonte iraniana citada pela imprensa internacional.







