Segundo as forças armadas norte-americanas, os bombardeamentos atingiram instalações de vigilância militar, sistemas de comunicação e posições de defesa aérea iraniana em várias regiões do país.
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Os ataques ocorreram após o Presidente norte-americano, Donald Trump, acusar o Irão de atrasar as negociações destinadas a travar o conflito no Médio Oriente. Trump afirmou que um acordo estava próximo, mas acusou Teerão de não agir de forma séria durante o processo negocial.
O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, reforçou as críticas ao Governo iraniano, acusando-o de prolongar as negociações enquanto mantém operações militares. O responsável advertiu que Washington está preparado para continuar a responder pela via militar.
Apesar do cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, os confrontos entre os dois países prosseguiram nos últimos dias. Na manhã de quinta-feira foram registadas explosões em Qeshm, Minab, Sirik e no porto de Bandar Abbas, no sul do Irão.
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Em retaliação, os Guardas da Revolução, força militar de elite iraniana, anunciaram ataques com drones contra as bases de Ali al-Salem e Ahmad al-Jaber, no Kuwait, e contra a base aérea de Sheikh Isa, no Bahrein.
As autoridades do Bahrein ativaram sirenes de alerta aéreo, enquanto o Kuwait informou que as suas forças estavam a interceptar alvos aéreos hostis. O espaço aéreo kuwaitiano foi temporariamente encerrado por razões de segurança.
O Irão anunciou igualmente que poderá atacar qualquer embarcação que tente atravessar o Estreito de Ormuz, uma passagem marítima por onde transita cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
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Os Guardas da Revolução declararam que o estreito permanecerá encerrado até nova ordem, alegando repetidas violações do cessar-fogo por parte dos Estados Unidos. A organização advertiu ainda que qualquer aproximação à zona poderá ser considerada uma colaboração com forças inimigas.
A marinha iraniana afirmou também ter atingido duas embarcações que alegadamente tentavam atravessar a área sem autorização, embora não tenham sido divulgados detalhes adicionais sobre os incidentes.
Por sua vez, o Comando Militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente (CENTCOM) rejeitou a existência de qualquer bloqueio efetivo e garantiu que os navios comerciais continuam a circular pelo estreito.
A crescente instabilidade na região continua a pressionar os mercados energéticos. O preço do Brent subiu cerca de 1,7%, atingindo 94,68 dólares por barril, enquanto o WTI norte-americano avançou 2%, para 91,84 dólares.
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Entretanto, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apelou aos cidadãos libaneses para se unirem ao combate contra o Hezbollah, argumentando que o país está sob influência do movimento apoiado pelo Irão.
Teerão exige que o Líbano seja incluído em qualquer acordo destinado a pôr fim à guerra no Médio Oriente. Os confrontos entre Israel e o Hezbollah prosseguem desde março, contribuindo para a expansão do conflito na região.
Segundo os dados mais recentes, mais de 3.600 pessoas perderam a vida no Líbano em consequência dos ataques israelitas desde o início da guerra.





