A controvérsia intensificou-se após a divulgação de um vídeo pelo ministro israelita da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, onde surgem ativistas algemados e ajoelhados, enquanto o governante aparece a provocá-los.
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Anuncie aqui!O episódio foi descrito como “inaceitável” pela primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, que afirmou que cidadãos italianos estavam entre os detidos e que o tratamento recebido viola princípios fundamentais de dignidade humana.
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barrot, classificou as ações como “inaceitáveis” e exigiu a libertação imediata dos cidadãos franceses envolvidos.
Do lado canadiano, a ministra dos Negócios Estrangeiros Anita Anand afirmou que o incidente é “profundamente preocupante” e confirmou que o embaixador israelita será convocado para esclarecimentos formais.
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Anuncie aqui!Os Países Baixos também anunciaram a convocação do embaixador israelita, com o ministro dos Negócios Estrangeiros Tom Berendsen a declarar que o tratamento dos detidos viola princípios básicos de dignidade humana.
Outros países europeus e aliados internacionais, incluindo Espanha, Alemanha, Suécia, Suíça, Reino Unido, Grécia e Bélgica, juntaram-se às críticas, ampliando a pressão diplomática sobre Israel.
A flotilha humanitária, organizada sob o nome Global Sumud Flotilla, partiu com o objetivo de quebrar o bloqueio à Faixa de Gaza. Segundo os organizadores, dezenas de embarcações foram intercetadas por forças israelitas em águas internacionais.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel afirmou que cerca de 430 ativistas foram transferidos para território israelita, classificando a operação como uma “ação de propaganda” sem legitimidade humanitária.
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Anuncie aqui!Entre os detidos encontram-se cidadãos de vários países, incluindo Coreia do Sul, Indonésia, Irlanda e outros Estados, o que ampliou a dimensão diplomática do caso.
O presidente sul-coreano Lee Jae Myung questionou a legalidade das detenções, afirmando que a ação levanta dúvidas sobre a jurisdição marítima e o direito internacional.
Segundo os organizadores, pelo menos 87 ativistas iniciaram uma greve de fome em protesto contra aquilo que classificam como detenção ilegal e em solidariedade com prisioneiros palestinianos.
Alguns governos, incluindo Turquia, Espanha, Jordânia, Brasil e Colômbia, denunciaram as interceções como violações graves do direito internacional humanitário.
O episódio agrava ainda mais as tensões diplomáticas em torno do conflito no Médio Oriente, com múltiplos países a exigirem investigação independente e a libertação imediata dos detidos.





