Segundo o documento, Pequim e Moscovo responsabilizam os Estados Unidos pelo colapso do tratado New START, que limitava arsenais nucleares, alegando que a falta de prolongamento do acordo contribuiu para o enfraquecimento do equilíbrio nuclear global.
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Anuncie aqui!O encontro reforça ainda o alinhamento estratégico entre a China e a Rússia em matéria de segurança internacional, numa altura em que ambos os países procuram consolidar uma frente comum face a Washington.
Durante a cimeira, Xi Jinping sublinhou a importância de uma cooperação de longo prazo e defendeu a construção de uma ordem internacional mais “justa e racional”, reforçando a visão partilhada entre os dois países sobre a governação global.
Vladimir Putin, por sua vez, destacou a fiabilidade da Rússia como fornecedor energético e reforçou a parceria estratégica entre Moscovo e Pequim, apesar das tensões geopolíticas em curso.
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Anuncie aqui!O comunicado conjunto também criticou diretamente os Estados Unidos e Israel, acusando ambos de violarem o direito internacional em ações militares recentes no Médio Oriente, incluindo ataques ao Irão.
As duas potências reiteraram a sua oposição ao que classificam como “unilateralismo e hegemonia”, numa referência direta à política externa americana.
No plano económico e energético, foi discutido o projeto do gasoduto Power of Siberia 2, ainda sem acordo definitivo, apesar de um entendimento preliminar sobre parâmetros técnicos entre Moscovo e Pequim.
A cooperação energética continua a ser descrita como a “base estrutural” das relações sino-russas, embora questões como o preço do gás e o calendário de execução permaneçam em aberto.
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Anuncie aqui!Em paralelo às discussões com a Rússia, a China confirmou a compra de cerca de 200 aviões Boeing, sinalizando a intenção de manter estabilidade nas relações económicas com os Estados Unidos, apesar das divergências políticas.
Este movimento evidencia a estratégia de Pequim de equilibrar parcerias globais enquanto reforça a sua posição como ator central na arquitetura diplomática internacional.
Para vários analistas internacionais, o encontro entre Xi Jinping e Vladimir Putin demonstra a consolidação de uma relação estratégica já qualificada como “sem limites”, num contexto de crescente competição entre grandes potências.




