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China e Rússia atacam projeto “Golden Dome” de Trump e acusam EUA de ameaça à estabilidade nuclear

Durante uma cimeira em Pequim, China e Rússia alinham posições contra o projeto de defesa antimíssil dos EUA e criticam a política nuclear americana, num novo capítulo de tensão estratégica global.

Segundo o documento, Pequim e Moscovo responsabilizam os Estados Unidos pelo colapso do tratado New START, que limitava arsenais nucleares, alegando que a falta de prolongamento do acordo contribuiu para o enfraquecimento do equilíbrio nuclear global.

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O encontro reforça ainda o alinhamento estratégico entre a China e a Rússia em matéria de segurança internacional, numa altura em que ambos os países procuram consolidar uma frente comum face a Washington.

China's President Xi Jinping meets with Russian leader Vladimir Putin to  discuss plan for peace in Ukraine - ABC News

Durante a cimeira, Xi Jinping sublinhou a importância de uma cooperação de longo prazo e defendeu a construção de uma ordem internacional mais “justa e racional”, reforçando a visão partilhada entre os dois países sobre a governação global.

Vladimir Putin, por sua vez, destacou a fiabilidade da Rússia como fornecedor energético e reforçou a parceria estratégica entre Moscovo e Pequim, apesar das tensões geopolíticas em curso.

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O comunicado conjunto também criticou diretamente os Estados Unidos e Israel, acusando ambos de violarem o direito internacional em ações militares recentes no Médio Oriente, incluindo ataques ao Irão.

As duas potências reiteraram a sua oposição ao que classificam como “unilateralismo e hegemonia”, numa referência direta à política externa americana.

Exclusive | China wielding 'bargaining power' with Russia over Power of  Siberia 2 natural gas pipeline | South China Morning Post

No plano económico e energético, foi discutido o projeto do gasoduto Power of Siberia 2, ainda sem acordo definitivo, apesar de um entendimento preliminar sobre parâmetros técnicos entre Moscovo e Pequim.

A cooperação energética continua a ser descrita como a “base estrutural” das relações sino-russas, embora questões como o preço do gás e o calendário de execução permaneçam em aberto.

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Em paralelo às discussões com a Rússia, a China confirmou a compra de cerca de 200 aviões Boeing, sinalizando a intenção de manter estabilidade nas relações económicas com os Estados Unidos, apesar das divergências políticas.

Este movimento evidencia a estratégia de Pequim de equilibrar parcerias globais enquanto reforça a sua posição como ator central na arquitetura diplomática internacional.

Comprehensive Sphere of Influence Map. It shows what countries are the most  allied with either China, U.S. or their closest allies. It's silly to  simplify the world's relations like that, so i

Para vários analistas internacionais, o encontro entre Xi Jinping e Vladimir Putin demonstra a consolidação de uma relação estratégica já qualificada como “sem limites”, num contexto de crescente competição entre grandes potências.