Segundo comunicado oficial da empresa, os dividendos serão pagos aos acionistas da Série B — compostos por cidadãos, empresas e instituições moçambicanas — na próxima quinta-feira, após aprovação em Assembleia Geral realizada a 30 de abril.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!A decisão decorre da distribuição do resultado líquido referente ao exercício financeiro de 2025, que atingiu cerca de 7,1 mil milhões de meticais.
De acordo com a empresa, 61,2% dos lucros serão destinados ao pagamento de dividendos, enquanto os restantes 38,8% permanecerão retidos para financiar investimentos estratégicos.
Entre as prioridades de investimento encontram-se projetos de reabilitação, modernização e expansão da capacidade de produção elétrica, considerados essenciais para reforçar a posição da empresa no mercado energético regional.
Para os acionistas da Série B foi aprovado um dividendo bruto de 0,27 meticais por ação, correspondente à totalidade do resultado líquido por ação do exercício.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!Já os acionistas da Série A — incluindo o Estado moçambicano e a empresa portuguesa Redes Energéticas Nacionais — receberão um dividendo de 0,16 meticais por ação.
A barragem de Cahora Bassa, localizada sobre o rio Zambeze, na província de Tete, possui um dos maiores reservatórios hidroelétricos do continente africano.
O lago artificial estende-se por cerca de 270 quilómetros de comprimento e até 30 quilómetros de largura, cobrindo aproximadamente 2.700 quilómetros quadrados.
Com cerca de 800 trabalhadores, a HCB mantém-se entre os maiores produtores de energia elétrica da África Austral, assegurando o fornecimento de eletricidade tanto para Moçambique como para vários países vizinhos.
PUBLICIDADE
Anuncie aqui!Segundo dados financeiros anteriormente divulgados, a empresa arrecadou em 2025 cerca de 344 milhões de dólares em receitas e registou um lucro líquido de aproximadamente 112 milhões de dólares.
O desempenho reforça o papel estratégico da HCB na segurança energética regional e na geração de receitas para o Estado moçambicano, num período marcado por crescente procura energética e investimentos em infraestrutura elétrica no sul do continente africano.






