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Internacional/Médio-Oriente: Israel aprova ofensiva militar para assumir Gaza e mobiliza reservistas

O plano "Gideon's Chariots II" visa tomar a cidade de Gaza, enquanto Israel prepara deslocamento humanitário para civis palestinos

FILE PHOTO: Israeli tanks operate in Gaza, by the Israel-Gaza border, as seen from Israel, May 3, 2025. REUTERS/Amir Cohen TPX IMAGES OF THE DAY/File Photo

O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, aprovou os planos militares para uma ofensiva destinada a tomar a cidade de Gaza, segundo noticiou a imprensa israelense. A operação, apresentada anteriormente a Katz pelo Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), Eyal Zamir, recebeu elogios do ministro, de acordo com fontes citadas pelo Times of Israel.

A ofensiva, denominada “Gideon’s Chariots II”, tem como alvo a cidade de Gaza, localizada no norte do enclave costeiro de 42 km, devastada por ataques militares israelenses nos últimos 22 meses. O plano inclui mobilização de cerca de 60 mil reservistas, segundo o Times of Israel, e prevê preparações humanitárias para cerca de um milhão de civis palestinos que deverão ser deslocados para o sul da Faixa de Gaza.

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O Gabinete de Segurança de Israel aprovou, em 8 de agosto, um plano para assumir o controle de Gaza e implementar gradualmente o “controle de segurança israelense” de toda a Faixa de Gaza, informou o gabinete do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu. A decisão gerou críticas internacionais, incluindo de governos ocidentais, e surge após meses de negociações fracassadas de cessar-fogo entre o governo de Netanyahu e o Hamas, com acusações mútuas de violações repetidas.

A pressão internacional sobre Israel aumentou depois que o Hamas divulgou vídeos mostrando reféns israelenses debilitados, resultado, segundo o grupo, do bloqueio humanitário imposto por Israel à Faixa de Gaza. A ofensiva aprovada por Katz marca um ponto crítico no conflito, com implicações humanitárias significativas e risco elevado de escalada militar na região.

O governo israelense justifica a operação como necessária para garantir a segurança nacional, mas analistas alertam para a complexidade da execução, a potencial crise humanitária e o impacto nas relações internacionais.

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