A cerimónia decorreu num ambiente que misturou glamour, humor, emoção e reflexão política, reforçando o papel do cinema como espaço de criatividade e também de debate social.
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Anuncie aqui!A atriz Eye Haïdara, conhecida pelo filme Le Sens de la fête, foi a mestre de cerimónias deste ano, sucedendo a Laurent Lafitte. Num discurso considerado um dos momentos mais fortes da noite, a atriz combinou humor, referências cinematográficas e reflexões profundas sobre o poder do cinema.
“Não fazemos filmes para ser prudentes”, declarou Eye Haïdara, citando o realizador Jean-Luc Godard. A atriz destacou ainda que o cinema continua a ser um espaço essencial para rir, sentir emoções e compreender o mundo.
Após o discurso de abertura, o público recebeu o júri oficial do festival, presidido pelo realizador sul-coreano Park Chan-wook, conhecido internacionalmente pelo filme Old Boy. Esta é a primeira vez que um cineasta da Coreia do Sul assume a presidência do júri em Cannes.
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Anuncie aqui!Entre os membros do júri destacam-se nomes como Demi Moore, Chloé Zhao, Ruth Negga e Stellan Skarsgård.
Um dos momentos mais emocionantes da cerimónia foi a entrega da Palma de Ouro Honorária ao realizador neozelandês Peter Jackson, reconhecido pelo conjunto da sua carreira cinematográfica.
O prémio foi entregue pelo ator Elijah Wood, protagonista da trilogia O Senhor dos Anéis, numa homenagem que emocionou o público presente. Durante o tributo, Elijah Wood destacou a capacidade de Peter Jackson de combinar humanidade, inovação e imaginação nas suas produções.
“Peter Jackson sabe capturar a ternura e o horror”, afirmou o ator durante a cerimónia.
Depois da homenagem, as artistas Oklou e Theodora apresentaram uma performance musical inspirada no clássico “Get Back”, dos Beatles, numa versão moderna produzida por Sebastian. A apresentação serviu também como referência ao documentário The Beatles: Get Back, realizado por Peter Jackson.
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Anuncie aqui!Outro dos momentos marcantes da noite aconteceu quando as atrizes Jane Fonda e Gong Li subiram ao palco para declarar oficialmente aberto o Festival de Cannes 2026.
Num discurso fortemente aplaudido, Jane Fonda defendeu o cinema como forma de resistência cultural e política.
“Acredito no poder das vozes no ecrã e nas ruas. O cinema é um ato de resistência”, afirmou a atriz norte-americana, destacando o papel das histórias na criação de empatia e esperança num mundo marcado por conflitos e divisões.
A cerimónia terminou com a exibição do filme de abertura, La Vénus électrique, do realizador Pierre Salvadori, apresentado fora da competição oficial.
Apesar do brilho da passadeira vermelha e das celebrações do cinema, esta edição do festival também reflete as tensões do contexto internacional atual. Muitos dos filmes selecionados para 2026 abordam temas ligados à guerra, resistência e conflitos contemporâneos, demonstrando como o cinema continua profundamente ligado às preocupações da sociedade.
O Festival de Cannes 2026 promete assim uma edição marcada tanto pela excelência cinematográfica quanto por fortes mensagens culturais e políticas.







