O anúncio foi feito no Royal Villas, em Ezulwini (Eswatini), durante uma reunião da Incomáti e Maputo Watercourse Commission (INMACOM), onde a presidência cessante da África do Sul confirmou a transição de liderança para o lado moçambicano.
A representante de Moçambique, a comissária Ana Fotine Mponda, recebeu oficialmente o novo mandato, destacando a importância da cooperação entre os três países.
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Segundo a comissária, as bacias do Incomáti e Maputo representam o verdadeiro “coração hídrico” do sul de Moçambique, abastecendo grandes centros urbanos como Maputo e Matola.
Estas regiões são essenciais para a agricultura, pecuária e abastecimento de água de milhões de pessoas, mas enfrentam também fortes desafios ligados a eventos climáticos extremos.
A responsável alertou para o impacto crescente das alterações climáticas, que intensificam fenómenos como ciclones, inundações e secas prolongadas.
A combinação entre crescimento populacional e degradação ambiental tem agravado problemas como a intrusão salina, afetando a qualidade da água e a produtividade agrícola nas zonas ribeirinhas.
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Entre os eventos mais recentes, destacam-se as cheias de 2023 e 2026 e a longa seca entre 2015 e 2020, que deixaram marcas profundas nas comunidades locais.
Estas ocorrências reforçam a necessidade de estratégias coordenadas entre os países que partilham as mesmas bacias hidrográficas.
A nova presidência da INMACOM surge no âmbito de um projeto de gestão integrada transfronteiriça, apoiado por entidades como o Global Water Partnership e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O objetivo é melhorar a coordenação entre Moçambique, África do Sul e Eswatini, promovendo soluções conjuntas para a gestão sustentável da água.
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Entre as principais metas do projeto estão o reforço do desenvolvimento sustentável local, a proteção da biodiversidade e o aumento da resiliência climática das comunidades.
As autoridades destacam também a importância da participação ativa das populações rurais na gestão dos recursos naturais.
Outro eixo fundamental passa pela integração do conhecimento tradicional das comunidades locais com políticas modernas de gestão ambiental.
A iniciativa procura ainda fortalecer a proteção dos ecossistemas terrestres e marinhos, fundamentais para o equilíbrio ambiental da região.
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De acordo com os responsáveis, a cooperação entre os três países é essencial para enfrentar desafios comuns como a escassez de água, a poluição e os impactos dos eventos climáticos extremos.
A gestão partilhada das bacias do Incomáti e Maputo é vista como um modelo de integração regional em matéria ambiental.
A comissária Ana Fotine Mponda sublinhou que a nova fase da INMACOM deverá priorizar estratégias concretas e mensuráveis para reduzir os impactos das alterações climáticas.
Segundo ela, apenas uma ação coordenada entre Estados e parceiros internacionais poderá garantir a proteção das populações e dos recursos hídricos para as futuras gerações.







