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Sonny Rollins, o “colosso do saxofone” e último gigante do jazz, morre aos 95 anos

O saxofonista norte-americano Sonny Rollins, uma das figuras mais influentes da história do jazz, morreu na segunda-feira aos 95 anos, encerrando a era dos últimos grandes nomes da chamada idade de ouro do género.

Reconhecido como o “colosso do saxofone”, Rollins nasceu em Nova Iorque em 1930 e cresceu em Harlem, onde absorveu as raízes da cultura afro-americana e iniciou a sua formação musical no lendário Apollo Theater.

Desde muito jovem, destacou-se na cena do jazz, tendo gravado o seu primeiro registo aos 18 anos e colaborado rapidamente com gigantes como Miles Davis, Charlie Parker e Thelonious Monk, consolidando-se como uma das vozes mais originais da sua geração.

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A sua obra ficou marcada pelo álbum “The Saxophone Colossus” (1956), considerado um dos pilares do hard bop, estilo que reinventou a linguagem do jazz com intensidade e liberdade estrutural.

Rollins também incorporou influências caribenhas na sua música, especialmente no tema “St. Thomas”, inspirado numa melodia que ouvira na infância e que se tornou uma das suas composições mais emblemáticas.

Sonny Rollins Spent A Mythical 'Night at the Village Vanguard' 60 Years Ago  Today | WAMU

Em busca de isolamento criativo, o músico chegou a desaparecer da cena musical no final dos anos 1950, praticando saxofone sozinho na ponte de Williamsburg, entre Brooklyn e Manhattan, durante anos, experiência que inspiraria o álbum “The Bridge”.

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Mais tarde, afastou-se novamente para estudar meditação zen no Japão e passou tempo num ashram na Índia, reforçando a dimensão espiritual da sua arte e a sua busca por significado além da música.

Sonny Rollins Plays the Williamsburg Bridge

Ao longo da sua carreira, Rollins manteve uma forte ligação a temas sociais e políticos, tendo lançado em 1958 o álbum “Freedom Suite”, uma das primeiras obras de jazz a abordar diretamente a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.

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Décadas depois, voltou a refletir sobre a dor do mundo após os atentados de 11 de Setembro, num concerto em Boston que daria origem ao álbum ao vivo “Without a Song: The 9/11 Concert”.

Five Thoughts On Seeing Sonny Rollins In Concert : A Blog Supreme : NPR

Mesmo em idade avançada, continuou a tocar e a gravar, afirmando que a sua longevidade vinha da prática de yoga e da sua constante vontade de aprender e criar.

Estou sempre vivo porque continuo a aprender”, disse numa entrevista em 2016, resumindo uma vida dedicada à busca incessante do som perfeito.

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