Moçambique registou, em 2025, cerca de 39.600 incidentes relacionados com crimes cibernéticos, confirmando uma tendência de crescimento contínuo da cibercriminalidade no país.
As autoridades apontam que as fraudes electrónicas e ataques informáticos continuam a ser as formas mais frequentes deste tipo de crime, exigindo respostas cada vez mais especializadas e investimentos permanentes em prevenção, monitorização e capacitação técnica.
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Durante a abertura do IV Seminário sobre Cibercriminalidade, realizado em Maputo, o Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, destacou que a segurança cibernética é um pilar essencial da estratégia nacional de transformação digital.
Segundo o governante, o desenvolvimento digital do país assenta em três pilares fundamentais: sistemas digitais, infra-estruturas digitais e segurança cibernética, que devem evoluir de forma integrada.
O ministro alertou que a expansão dos serviços digitais, embora traga oportunidades de crescimento económico e modernização do Estado, também aumenta a exposição a vulnerabilidades exploradas por agentes criminosos.
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Cada nova plataforma, aplicação ou sistema digital cria potenciais falhas que podem ser utilizadas em ataques, o que exige uma abordagem preventiva contínua e transversal a todas as instituições públicas e privadas.
A vice-procuradora-geral da República, Irene Uthui, alertou que a ausência de medidas adequadas de proteção pode comprometer a confiança dos cidadãos nos serviços digitais, especialmente em casos de roubo de identidade e outras formas de fraude informática.
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A responsável destacou ainda o papel da Procuradoria-Geral da República (PGR) no combate à criminalidade digital, sublinhando a necessidade de reforçar a investigação e a cooperação institucional.
Especialistas defendem que o país precisa de investir de forma contínua em formação técnica, atualização de ferramentas de segurança e cooperação internacional para acompanhar a evolução das ameaças cibernéticas.
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Sem esse reforço, alertam, o crescimento da digitalização poderá ultrapassar a capacidade de proteção do Estado, aumentando o risco de ataques contra cidadãos, empresas e instituições públicas.

Perante o aumento dos incidentes, cresce a expectativa sobre o papel do Governo na implementação de políticas mais robustas de cibersegurança, incluindo legislação atualizada, investimento em infraestruturas seguras e criação de equipas especializadas de resposta rápida.
A questão central agora é saber até que ponto o Estado conseguirá acompanhar o ritmo da transformação digital sem comprometer a segurança dos utilizadores.






