O advogado milionário Abelardo de la Espriella terminou a primeira volta das eleições presidenciais na liderança, obtendo cerca de 43,7% dos votos, após a contagem de quase todas as assembleias de voto.
O candidato da direita radical superou Ivan Cepeda, que alcançou aproximadamente 40,9%, contrariando várias sondagens que apontavam o senador de esquerda como favorito para liderar a votação.
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Anuncie aqui!A segunda volta está marcada para 21 de junho e deverá transformar-se num referendo sobre o legado político de Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da história colombiana.
Após a divulgação dos resultados preliminares, Ivan Cepeda declarou que pretende derrotar aquilo que classificou como a “extrema-direita fascista”, ao mesmo tempo que pediu cautela antes da validação definitiva da contagem dos votos.
A candidata conservadora Paloma Valencia, apoiada pelo antigo presidente Álvaro Uribe, terminou muito distante dos dois primeiros classificados, com menos de 7% dos votos.
Poucas horas após o anúncio dos resultados, confirmou o seu apoio a Abelardo de la Espriella, reforçando a possibilidade de união das forças da direita na fase decisiva da eleição.
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Anuncie aqui!Uma das principais questões da campanha continua a ser a deterioração da segurança interna na Colômbia, que enfrenta o período mais violento desde o acordo de paz assinado com as antigas FARC em 2016.
Nos últimos anos, o país registou assassinatos de líderes comunitários, atentados contra civis e ataques atribuídos a grupos armados envolvidos no narcotráfico, mineração ilegal e extorsão.
Os dois candidatos apresentam visões profundamente diferentes para enfrentar este cenário.
Ivan Cepeda defende a continuidade das negociações de paz iniciadas pelo governo de Gustavo Petro, argumentando que o diálogo continua a ser o melhor caminho para reduzir a violência e integrar grupos armados na vida civil.
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Anuncie aqui!Por outro lado, Abelardo de la Espriella, conhecido pelos apoiantes como “El Tigre“, promete uma estratégia baseada no uso intensivo da força do Estado.
O candidato afirma que os membros das organizações criminosas devem enfrentar prisão ou eliminação pelas forças de segurança, propondo operações militares mais agressivas contra guerrilhas e cartéis da droga.
Entre as suas promessas eleitorais estão a construção de dez megaprisões, a redução de cerca de 40% da estrutura estatal e o bombardeamento de acampamentos utilizados por traficantes de droga.
A sua retórica tem sido frequentemente comparada à de líderes como Donald Trump, Nayib Bukele e Javier Milei, figuras que o próprio candidato já declarou admirar publicamente.
Impedido constitucionalmente de procurar um novo mandato, Gustavo Petro continua a ser uma figura central na política nacional.
O presidente mantém forte apoio entre os setores populares graças ao aumento do salário mínimo e à expansão de programas sociais num dos países mais desiguais da América Latina.
A disputa entre Ivan Cepeda e Abelardo de la Espriella deverá agora concentrar todas as atenções, numa eleição que muitos observadores consideram decisiva para o futuro da democracia colombiana.
Enquanto um candidato aposta na continuidade das reformas sociais e do diálogo com grupos armados, o outro promete uma transformação profunda baseada na segurança, na redução do Estado e numa política de tolerância zero contra o crime organizado.






