A evolução dos preços foi fortemente influenciada pelo setor dos transportes, que contribuiu com 1,80 pontos percentuais, e pelos alimentos e bebidas não alcoólicas, que acrescentaram 0,32 pontos percentuais ao índice global.
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A crise no fornecimento de combustíveis em abril, associada ao conflito no Médio Oriente, provocou aumentos expressivos já no início de maio, com o preço do gasóleo a subir 45,5% e o da gasolina 12,1%, afetando diretamente o custo de vida.
Nos transportes, destacam-se aumentos nos serviços semicoletivos urbanos e suburbanos, com subida de 11,9%, bem como no transporte de longo curso por autocarro (26,3%) e por táxi (23,5%), refletindo a pressão generalizada no setor.
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Os preços dos alimentos também registaram aumentos relevantes, com destaque para o peixe fresco (11,7%) e o tomate (5,7%), reforçando o impacto da inflação no orçamento das famílias.
O IPC mostra ainda que a inflação acumulada desde o início de 2026 já atinge 5,19%, enquanto a variação homóloga subiu para 7,22%, sinalizando uma tendência de aceleração dos preços.
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Em 2025, a inflação anual ficou em 3,23%, abaixo dos valores de 2024 e distante do pico de cerca de 13% registado em 2022, refletindo uma trajetória ainda volátil.
O Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de referência em 9,25%, ao mesmo tempo que reforçou medidas monetárias, incluindo o aumento das reservas obrigatórias em moeda nacional.
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Segundo o governador do banco central, Rogério Zandamela, a decisão reflete a incerteza ligada ao impacto do conflito no Médio Oriente, que pode pressionar ainda mais os preços dos combustíveis e alimentos.
As autoridades monetárias admitem ainda o risco de a inflação poder atingir dois dígitos, caso a crise internacional afete de forma prolongada as cadeias de abastecimento e os preços energéticos.







