Os protestos foram organizados por movimentos anti-imigração como March and March e Operation Dudula, que acusam imigrantes ilegais de aumentar a criminalidade e de “roubar empregos” aos cidadãos sul-africanos.
Durante uma marcha realizada na Cidade do Cabo, os manifestantes exigiram que os imigrantes sem documentos deixassem o país até ao dia 30 de junho, um ultimato sem valor legal, mas que aumentou o medo de possíveis ataques violentos.
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Anuncie aqui!Os ministros da Justiça, Defesa e Segurança participaram numa “reunião de emergência” destinada a finalizar um plano nacional para combater o racismo, a xenofobia e outras formas de intolerância associadas.
O Governo anunciou igualmente que irá reunir-se com partidos políticos e movimentos responsáveis pelas manifestações contra imigrantes clandestinos.
As campanhas anti-imigração intensificaram-se nos últimos meses na África do Sul, país que enfrenta elevados níveis de desemprego, desigualdade social e tensão económica.
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Anuncie aqui!A atual crise reacendeu memórias dos violentos ataques xenófobos de 2008, quando pelo menos 62 pessoas morreram e milhares foram obrigadas a abandonar as suas casas.
Novos episódios de violência também ocorreram em 2015 e 2016, reforçando os receios de uma nova escalada de confrontos.
Na semana passada, centenas de estrangeiros provenientes da República Democrática do Congo, Ruanda e Somália procuraram refúgio num centro religioso em Durban, alegando terem sido ameaçados por grupos hostis que exigiam a saída dos estrangeiros antes do final de junho.
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Anuncie aqui!Vários governos africanos já manifestaram preocupação com a situação, incluindo o Gana, que anunciou planos para repatriar centenas dos seus cidadãos residentes na África do Sul.
O embaixador ganês, Benjamin Quashie, reconheceu que muitos dos cidadãos afetados tinham autorizações de trabalho expiradas.

Este 25 de maio, centenas de moradores do township de Katlehong, próximo de Joanesburgo, pediram à polícia que verificasse os documentos de estrangeiros proprietários de pequenos negócios.
Outro protesto ocorrido num bairro desfavorecido de Bloemfontein também teve como alvo cidadãos estrangeiros, segundo a televisão pública SABC.
Apesar da crescente pressão social, o Governo sul-africano rejeita as acusações de xenofobia institucional, apelando aos países africanos para enfrentarem as crises económicas e de governação que impulsionam a migração no continente.





