Trump indicou que os contactos diplomáticos atuais podem estar a aproximar as partes de um possível acordo, especialmente no que diz respeito ao programa nuclear iraniano. As declarações surgem numa fase de forte pressão regional e internacional para evitar uma escalada militar.
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Anuncie aqui!O presidente iraniano Masoud Pezeshkian confirmou a participação de Teerão nas negociações, mas rejeitou qualquer ideia de rendição. “O diálogo não significa submissão”, afirmou, acrescentando que o Irão mantém uma posição de “dignidade e soberania”.
No plano diplomático, o Paquistão tem desempenhado um papel importante na mediação indireta entre Washington e Teerão, transmitindo propostas e respostas entre as partes. O Qatar também tem apoiado os esforços de mediação para reduzir as tensões.
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Anuncie aqui!Apesar disso, o ambiente regional continua instável, com trocas de declarações firmes entre responsáveis iranianos e norte-americanos sobre possíveis cenários de conflito.
No Irão, os Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) afirmaram ter atingido grupos ligados aos Estados Unidos e a Israel na região do Curdistão, perto da fronteira com o Iraque. Teerão acusa estes grupos de envolvimento em contrabando de armas para o país.
As autoridades iranianas também sinalizaram a possibilidade de reforçar o controlo sobre o estreito de Ormuz, incluindo regras mais rígidas para infraestruturas estratégicas como cabos submarinos.
Responsáveis iranianos advertiram ainda que qualquer nova ação militar dos Estados Unidos ou aliados teria uma resposta “muito mais forte” do que confrontos anteriores, elevando o nível de tensão diplomática.
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Anuncie aqui!Nos Estados Unidos, a administração Trump afirma que existem progressos nas negociações, embora mantenha a pressão através de sanções económicas e exigências relacionadas com o programa nuclear iraniano.
Ao mesmo tempo, o cenário no Médio Oriente permanece altamente instável, com conflitos ativos no Líbano, Gaza e Iraque, contribuindo para um clima regional de escalada contínua.
No Líbano, o número de mortos desde março ultrapassa os 3.000, segundo autoridades locais, apesar de tentativas de cessar-fogo mediadas por Washington.





