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Eni avalia terceira plataforma flutuante de gás natural na Bacia do Rovuma

Empresa italiana considera novo projeto de gás natural liquefeito em Cabo Delgado após avanços do Coral South e Coral North.

A empresa italiana explicou que a Bacia do Rovuma possui reservas significativas de gás natural, capazes de sustentar não apenas os projetos já aprovados, mas também novos desenvolvimentos no futuro. Segundo a Eni, o sucesso operacional da plataforma Coral South demonstra a viabilidade da tecnologia FLNG em águas profundas moçambicanas.

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A Coral South, atualmente em operação, foi a primeira plataforma flutuante de gás natural liquefeito instalada em Moçambique. O projeto começou a produzir gás em 2022 e, desde então, já exportou mais de 120 carregamentos de LNG para os mercados internacionais.

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O diretor executivo da Eni, Claudio Descalzi, afirmou anteriormente em Maputo que a produção da plataforma Coral North deverá arrancar em 2028. O investimento estimado no segundo projeto ronda os 7,2 mil milhões de dólares e deverá aumentar significativamente a capacidade produtiva do país.

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Segundo Descalzi, a entrada em funcionamento da Coral North permitirá que Moçambique se torne o terceiro maior produtor de gás natural liquefeito em África, atrás apenas da Nigéria e da Argélia. A nova plataforma deverá duplicar a produção atual do país para cerca de sete milhões de toneladas por ano.

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A decisão final de investimento do projeto Coral North foi assinada em Maputo pelos parceiros da Área 4 da Bacia do Rovuma, incluindo a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, a CNPC, a Kogas e a XRG. A cerimónia contou com a presença do presidente moçambicano Daniel Chapo.

A Eni afirma que a Coral North será uma versão melhorada da Coral South e deverá trazer benefícios económicos ainda maiores para Moçambique. Estimativas da empresa indicam que o projeto poderá gerar cerca de 23 mil milhões de dólares em receitas fiscais ao longo de 30 anos de operação.

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Segundo a empresa, o projeto Coral South teve impacto significativo no crescimento económico moçambicano. A plataforma terá representado cerca de 50% do crescimento do PIB do país em 2023 e aproximadamente 70% em 2024. Além disso, mais de 1.400 moçambicanos foram empregados diretamente nas operações ligadas ao projeto.

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A Eni acrescenta que os contratos atribuídos a empresas locais ultrapassaram 800 milhões de dólares, reforçando a participação moçambicana na cadeia de fornecimento do setor energético. O grupo italiano considera que o modelo FLNG oferece uma solução rápida, competitiva e tecnicamente eficiente para exploração de gás em águas ultra profundas.

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Moçambique possui atualmente três megaprojetos aprovados para exploração das enormes reservas de gás natural da Bacia do Rovuma, consideradas entre as maiores do mundo. Além dos projetos liderados pela Eni, a TotalEnergies retomou recentemente o seu projeto na península de Afungi após suspensão causada pelos ataques terroristas em Cabo Delgado.

Outro grande investimento é liderado pela ExxonMobil, que ainda aguarda uma decisão final de investimento para avançar com o seu projeto de LNG em Afungi. O desenvolvimento destas infraestruturas poderá transformar Moçambique num dos principais exportadores de gás natural do continente africano nos próximos anos.

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