Apesar da gravidade da situação, a OMS esclareceu que o vírus ainda não preenche os critérios para ser considerado uma pandemia. O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o atual nível de alerta representa o segundo grau mais elevado previsto pelas normas sanitárias internacionais.
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Anuncie aqui!As novas regras da OMS, adotadas em 2024, introduziram um nível superior de alerta denominado “emergência devido a pandemia”. Contudo, as autoridades sanitárias consideram que, nesta fase, o surto permanece concentrado principalmente no leste da RDC.
O foco principal da epidemia encontra-se na província de Ituri, no nordeste congolês, uma região fronteiriça com Uganda e Sudão do Sul. A área é marcada por intensa atividade mineira e forte circulação de populações, fatores que aumentam o risco de disseminação.
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Anuncie aqui!A OMS confirmou até agora vários casos laboratoriais positivos, além de centenas de casos suspeitos e dezenas de mortes suspeitas em Ituri. Um caso confirmado foi registado em Kinshasa, enquanto o Uganda confirmou a morte de um cidadão congolês recentemente regressado da zona afetada.
As autoridades alertam que os números reais podem ser superiores devido às dificuldades de acesso às zonas afetadas. Muitas áreas permanecem sob influência de grupos armados, dificultando a recolha de amostras e a resposta rápida das equipas médicas.
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Anuncie aqui!O Africa CDC já tinha alertado para um alto risco de propagação regional, agravado pela mobilidade constante das populações ligadas à mineração artesanal.
As análises laboratoriais identificaram a variante Bundibugyo do vírus Ebola, considerada preocupante por não possuir tratamento específico amplamente disponível. O ministro da Saúde congolês, Samuel-Roger Kamba, afirmou que a taxa de mortalidade desta estirpe pode atingir até 50%.
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Anuncie aqui!Segundo as autoridades, o possível paciente zero seria um enfermeiro que apresentou sintomas como febre, hemorragias e vómitos numa unidade de saúde em Bunia, no dia 24 de abril.
As zonas de saúde de Mongbwalu e Rwampara estão entre as mais afetadas. Ambas registam forte circulação de pessoas devido à exploração mineira de ouro e possuem populações de elevada densidade.
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Anuncie aqui!A OMS anunciou o envio urgente de toneladas de material médico e equipamentos de proteção a partir de Kinshasa, mas o transporte continua a ser dificultado pelas más condições das infraestruturas.
A organização Médecins Sans Frontières (MSF) prepara uma intervenção de grande escala em Ituri, alertando para a rápida multiplicação de casos e o risco de expansão para além das fronteiras.
A RDC já enfrentou vários surtos de Ebola desde 1976, com o maior registado entre 2018 e 2020, que causou cerca de 2.300 mortes.
Nas últimas décadas, o vírus Ebola provocou aproximadamente 15 mil mortes em África. A transmissão ocorre através do contacto com fluidos corporais de pessoas infetadas, sendo que a contaminação acontece sobretudo após o aparecimento dos sintomas.






