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União Europeia prepara sanções contra colonos israelitas violentos após mudança política na Hungria

Mudança em Budapeste abre caminho para acordo político sobre medidas bloqueadas há meses no Conselho da UE

A chefe da diplomacia europeia Kaja Kallas afirmou esta segunda-feira, antes do Conselho de Negócios Estrangeiros em Bruxelas, que existe uma forte possibilidade de acordo político sobre sanções direcionadas a colonos israelitas considerados violentos.

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Segundo Kaja Kallas, o tema esteve bloqueado durante meses devido à oposição da antiga liderança húngara, quando o então primeiro-ministro Viktor Orbán travava repetidamente o avanço das medidas dentro da UE.

No entanto, o cenário político mudou após a tomada de posse do novo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, que sinalizou não bloquear pacotes de sanções amplamente apoiados pelos Estados-membros.

“Espero um acordo político sobre as sanções contra colonos violentos”, afirmou Kaja Kallas, acrescentando que “os Estados-membros devem estar dispostos a avançar”.

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Apesar do otimismo, medidas mais amplas contra Israel continuam sem consenso dentro do bloco europeu. A proposta franco-sueca que visa restringir o comércio com assentamentos na Cisjordânia não reuniu ainda a maioria necessária.

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“Quando testámos isto com os embaixadores, percebemos que não temos a maioria necessária”, reconheceu Kaja Kallas, questionando: “Mas o que mais podemos fazer?”

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Vários ministros europeus demonstraram frustração com a lentidão do processo decisório.

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O ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Xavier Bettel, afirmou que “não há medidas que consigamos tomar, porque há sempre países hesitantes”, acrescentando críticas à ideia de uma “dívida histórica eterna” para com Israel.

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A ministra dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, Elina Valtonen, também defendeu a aplicação de sanções, considerando “preocupantes” os desenvolvimentos recentes na Cisjordânia e em Gaza.

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos, Tom Berendsen, defendeu medidas mais duras, incluindo a proibição total de produtos provenientes de assentamentos ilegais.

“Estamos a trabalhar numa proibição total de produtos dos assentamentos ilegais”, afirmou, acrescentando que os ministros irão testar onde existem maiorias para avançar com tarifas e outras medidas.

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