A partir de 2 de abril de 2026, cidadãos de Moçambique e de outros 11 países terão de pagar uma caução de até 15 mil dólares para obter o visto de entrada nos Estados Unidos, anunciou o Departamento de Estado norte-americano. A exigência aplica-se a titulares de passaportes de Camboja, Etiópia, Geórgia, Granada, Lesoto, Maurícia, Mongólia, Nicarágua, Papua-Nova Guiné, Seicheles e Tunísia.
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Teste GratuitoA caução será reembolsada caso o pedido de visto seja recusado ou, caso concedido, se o beneficiário cumprir todos os termos do visto, evitando a permanência ilegal no país.
O valor da caução varia de 5.000 a 15.000 dólares (aproximadamente 4.300 a 13.000 euros), dependendo das circunstâncias do requerente e do critério do funcionário consular que processa o pedido. Segundo o governo norte-americano, quase 97% das pessoas que pagaram a caução cumpriram o prazo de permanência do visto, o que demonstra a eficácia do programa.
Para os moçambicanos, esta medida representa um impacto financeiro direto e uma barreira adicional para viagens aos EUA, especialmente para estudantes, empresários e familiares que pretendam visitar o país. O sistema de cauções reflete uma tensão crescente entre a política de imigração americana e a mobilidade internacional, exigindo planejamento financeiro prévio por parte dos viajantes.
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Anuncie aqui!Além de Moçambique, a lista agora inclui 50 países, muitos deles africanos, como Argélia, Angola, Benim, Botsuana, Burundi, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gabão, Gâmbia, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Maláui, Mauritânia, Namíbia, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue. O Departamento de Estado estima que o programa permitirá economizar até 800 milhões de dólares por ano, comparado ao custo médio de expulsão de migrantes, de mais de 18 mil dólares por pessoa.
Embora vise reduzir a imigração ilegal, a medida levanta preocupações sobre o acesso de moçambicanos e cidadãos de outros países africanos a viagens legítimas, aumentando a necessidade de recursos financeiros e documentação rigorosa. Analistas alertam que esta política acentua desigualdades entre países e gera desafios para relações diplomáticas e intercâmbio cultural.






